A Natureza é o maior patrimônio da humanidade; lá residem elementos genéticos altamente diversificados, são a essência da evolução da vida, e não somente dos homens. Preservar é o mínimo que podemos fazer para que nossos filhos tenham a oportunidade de prosseguir nesse planeta tentando e buscando formas alternativas de energia e consumo compatíveis com a preservação da vida no planeta.
Todos nós já vivenciamos crises pessoais, familiares, sociais, econômicas, espirituais e mundiais e todos sabemos que nada é impossível de ser resolvido e, de uma forma ou outra tudo é equacionado em nossas vidas, sendo que todas as ameaças mais cedo ou mais tarde tomam um rumo direcionado de solução ou de caminho....
O único problema que não está sendo resolvido pela tecnologia, inteligência e sabedoria humana é a questão ecológica.
Depois que for instalado o processo de degeneração ambiental, o planeta reagirá como um doente normal, com febre (aquecimento global), com agitação (tsunamis), com depressão (longas ondas de frio ou calor), reagirá enfim como reagiria uma Lagartixa, um Camelo, um Neanderthal, ou uma floresta de Araucárias, todos filhos da terra.
Nosso planeta é um ser vivo que não teve a oportunidade de ser apresentado a nós, não fala, é agredido todo dia e vai morrer pela somatória de pequenos detalhes... e essa morte envolverá todos os piolhos, geleiras, orquídeas, poetas, sabiás, oceanos e memórias... e aí no fim de tudo, isso aqui (nosso lindo, brilhante, azul, amado, querido e abençoado planeta) vai virar uma daquelas peças arqueológicas de astronomia, planeta XB678E09HJD9 da constelação 64GENJEUWT e voltaremos a ser apenas “aquilo que existe”.
Seria importante que todos pudéssemos pensar em como construir uma história diferente... fomos beneficiados pelo fato de sermos racionais, devemos exercer essa prerrogativa de forma visceral, caso contrário seremos amebas com cérebro em um planeta perdido...nada edificante !!
O homem deixou as cavernas e se diferenciou dos animais com a descoberta e domínio do fogo e milhares de anos depois talvez venha a ser forçado a voltar às mesmas cavernas por obra da fumaça gerada por esse mesmo fogo.... sob essa ótica nossa passagem por esse planeta (que não nos pertence, pois somos hóspedes) poderá ter sido pouco gloriosa!
Texto de: Gustavo Scarabôtolo Gattás
Postado por Carmen Gattás
23 de agosto de 2009
ODE À TERRA ... PLANETA ÁGUA
3 de maio de 2009
Domingo, Maio 03, 2009 - gripe dos porcos, frangos e salmões (modo de produção doentio)
O assunto dos últimos dias é a possível pandemia de uma gripe de vírus que se hospedam em suínos e que podem contaminar, se hodpedar e retransmitir nos seres humanos. (aqui quem mais entende disso pode me corrigir)
Na imprensa, na maioria, em vez de comunicação séria se vê alarme e aquela alegria incontida de: temos do que falar!!! (temos o que vender)
Mas, hoje estou cozinhando salmão. Amo salmão e lembro com saudade um prato soberbo que comi em Puerto Varas, no Donde El Gordito, regado a cerveja nativa (perdão!). Sou um pouco heterodoxa sincrética em relação as combinações comida - bebida. Meu salmão de hoje será desgustado com vinho tinto caménére In Situ, safra 2005.
Foi aí que me lembrei do assunto da semana e de algumas coisas que havia lido sobre o salmão criado em cativeiro. Resolvi escrever (um pouquinho) e linkar textos que merecem ser divulgados.
Assim como a crise econômica é mais uma das crises do capitalismo anunciadas por Marx no século XIX, as possíveis pandemias já foram amplamente anunciadas por cientistas que alertam para o perigo de produzir como produzimos. Mesmo os alimentos!
É claro que Marx não previu a gripe aviária e nem outra, mas é claro, também, que elas estão dentro deste mesmo movimento de crises cada vez mais graves que se originam em nosso modo de produção dominante.
Mészáros (2007) aponta que vivemos numa economia do desperdício, um "desenvolvimento determinantemente dominado pelos limites inescapáveis da quantificação fetichista" e não existem critários e nem medidas para que isso seja contido.
A nossa produção que não mata a fome. mas enriquece alguns, vai certamente matar muitos pelo que desencadeia. Isso está apenas começando.
Mais importante que acompanhar o Jornal Nacional, com as ridículas máscaras e entrevistas ensaiadas é ler informação séria:
:: Estamos doentes e a culpa não é da gripe suína - O Escriba
:: A gripe suína e o monstruoso poder da indústria pecuária - Agência Carta Maior
:: Sobre a gripe suína - Miriam Salles
Marcadores: saúde
postado às 13:43 por Suzana Gutierrez
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por Carmen Gattás
15 de novembro de 2008
Relembrando a Educomunicação com o Francisco Costa e Elyane Salvatierra
http://www.youtube.com/watch?v=QRe9eUWpypc
Postado por Carmen Gattás
OUTRO OLHAR - Mídia e Jovens
http://www.youtube.com/watch?v=OpwqTSWUudo
Postado por Carmen Gattás
Mídia e Juventude
http://www.youtube.com/watch?v=kgqo-6ZtO5Y
Postado por Carmen Gattás
Rádio pela Educação discute educomunicação em Santarém, PA
O Projeto Rádio pela Educação da Rádio Rural de Santarém um dos exemplos apresentados no Módulo Básico de Rádio do Curso Mídias na Educação, da SEED/MEC, e preparado pelo NCE prepara para inícios de dezembro o TERCEIRO ENCONTRO “A ESCOLA QUE QUEREMOS”. Veja detalhes no artigo, a seguir.
RÁDIO PELA EDUCAÇÃO ORGANIZA TERCEIRO ENCONTRO “A ESCOLA QUE QUEREMOS”
O projeto Rádio Pela Educação promove no período de 4 a 6 de dezembro, o III Encontro “A Escola que queremos”, nas dependências do Colégio Dom Amando. O encontro é uma continuidade das duas primeiras edições do evento, realizadas em 2004 e 2006.
Neste ano o encontro pretende reunir cerca de 200 alunos(as) e 50 professores(as) das escolas municipais de Santarém, Juruti e Monte Alegre, em oficinas de meio ambiente, arte, educação e comunicação.
O encontro tem como tema “A escola que queremos: 10 anos educomunicando na Amazônia”. Além de estimular os alunos(as) a proporem a escola que desejam, o encontro abre as comemorações dos 10 anos do Projeto Rádio Pela Educação, lembrando os 60 anos do rádio em Santarém, celebrados em outubro.
O principal objetivo é promover a participação de alunos (as) das Redes Municipais envolvidas no Projeto Rádio Pela Educação em experiências educacionais que valorizem as expressões das crianças e adolescentes, além de proporcionar capacitação a professores na área da educomunicação.
Os alunos e alunas que vão participar do encontro serão divididos em dez oficinas educomunicativas, no sentido de promover o intercambio educacional e cultural entre os alunos, valorizando a diversidade local. Serão oficinas de comunicação para Rede de Repórteres Educativos; produção de programas para comunicadores juvenis das escolas; vídeo, internet, meta-reciclagem; educação ambiental; teatro; artes plásticas; cerâmica e jornal.
A novidade neste ano são as oficinas de educomunicação, Contação de Estórias e Educação Ambiental para os professores, que vão acompanhar as crianças durante os três dias de encontro.
Rádio pela Educação educomunicando na região
O terceiro encontro “A escola que queremos” é uma das ações do Projeto Rádio Pela Educação, que desenvolve atividades educomunicativas na região desde fevereiro de 1999. Surgiu a partir de uma proposta da Diocese de Santarém apresentada ao Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef.
O projeto tem como meta contribuir para a qualidade da educação, bem como, a qualidade de vida de crianças e de adolescentes no ensino fundamental nos municípios onde o programa é desenvolvido.
O programa de rádio “Para Ouvir e Aprender” é uma das principais ações do projeto. É veiculado na Rádio Rural de Santarém e vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras nos horários de 7h30 às 8h00 e de 14h05 às 14h35, sendo direcionado a alunos(as) de 1ª a 4ª série do ensino fundamental .
Nas salas de aula, os programas são ouvidos em rádios à pilha, à corda, à energia solar ou à energia elétrica. Para direcionar o trabalho do educador, um Guia Pedagógico do programa “Para Ouvir e Aprender” é produzido. O Guia, espécie de manual, contém todos os textos e músicas da Sessão Pedagógica dos programas de rádio, permitindo ao professor(a) planejar a sua aula de acordo com o tema abordado no texto/música e utilizar as sugestões de atividades com o texto.
Neste ano, o Projeto recebe o apoio do Projeto Criança Esperança Globo/Unesco e Fundo Nacional de Solidariedade da CNBB.
Postado por Carmen Gattás
11 de novembro de 2008
Professor Carlos Lima comenta Prêmio de Educomunicação
O Prof. Carlos Alberto Mendes de Lima, coordenador do Programa Nas Ondas do Rádio, da Prefeitura Municipal de São Paulo, acaba de enviar aos seus colaboradores e aos educomunicadores das escolas da rede municipal de ensino, uma correspondência em que comenta a outorga do Prêmio Mariazinha Fusari de Educomunicação, a ele concedido no dia 29 de outubro, por ocasião do VI Simpósio Brasileiro de Eduocomunicação, no SESC-Vila Mariana. Segue o teor da correspondênvia: 
Caros Amigos e Amigas,
Tenho a felicidade de compartilhar com os amigos e amigas minha alegria em ter ganho o Prêmio Mariazinha Fusari de Educomunicação oferecido pela USP durante do Simpósio Brasileiro de Educomunicação. Fico muito feliz e ao mesmo tempo compartilho o prêmio a todos que direta e indiretamente apoiaram e tem apoiado nossas iniciativas para o desenvolvimento do Programa Nas Ondas do Rádio (EDUCOM).
Cheguei a gestão do Programa em 2006 e sempre vislumbrei que a proposta do Programa fosse compartilhada com todos os amigos na escola. Pra mim um projeto que não se articula e não cria parceiros morre. Não sou o dono do Programa ele é de todo mundo e tudo que procurei fazer ao longo destes anos e compartilhar minhas estratégias e conteudos para quem quisesse desenvolver a proposta.
Por isso, apesar de dividir o meu dia entre trabalhar no Programa e atuar como professor em uma escola da periferia sempre foi um prazer imenso atender cada um de vocês. Não foi e espero que não seja nenhum esforço dividir minhas coisas com vocês.
Meu agradecimento aos amigos das Tecnologias (POIES) que sempre apoiaram a proposta e hoje desenvolve a proposta de Educomunicação também nos laboratórios de Informatica Educativa. Foram sem dúvida os primeiros parceiros e certamente não esquecerei de oferecer o meu esforço para auxiliá-los no trabalho.
Os amigos e amigas de SAP que compraram nossa proposta e esta desenvolvendo novas estratégias com uso das linguagens mídiaticas para ajudar meninos e meninas que mais necessitam de acompanhamento na escola, ou seja, alunos com dificuldade de aprendizado. Cada um de vocês professor(a)s são como mães destes meninos e me toca o trabalho que vocês fazem eles. Divido meu prêmio com vocês.
A todos professores que desenvolve ou articula o trabalho de protagonismo através das Radios Escolares e que apesar de todo os problemas insistiram em implementar o Projeto em suas escolas. Sei que não é fácil já que fui por muito tempo articulador nas escolas que passei e sei que a desconfiança pedagógica do tabalho com os meninos é presente inclusive em nosso meio. Vocês sabem o que estou dizendo. Sejam persistente e se apoiem em quem quer ajudar. Os meninos precisam ter voz na escola e vocês certamente são a referência para este jovem. Compartilho também o prêmio com você.
Eu poderia citar várias pessoas nominalmente que apoiaram e tem apoiado o Programa mas particularmente gostaria de agradecer especialmente o apoio de Regina Lico Suzuki e também ao meu amigo e mestre Prof. Ismar Soares de Oliveira ( o pai da criança).
Agora é claro que o maior valor agregado ao trabalho realizado ao longo destes 2 anos foi ver o olhar da criança e adolescente feliz , satisfeita, contente..... Este foi o maior prazer que tive em coordenar o Programa até hoje. Vejo isto constantemente quando convido os meninos para participarm de uma cobertura jornalistica ou quando vou até uma escola oferecer uma formação. Amigo e amiga me sinto privilegiado por isso me cansado estar por qui é muito prazeroso .
Não sei se ficarei na gestão do Programa. Também penso que esta é uma corrida de entregar o bastão para o outro. Não sou dono do Programa eu só visto o Programa em mim. E tenho uma opinião sobre qualquer projeto. O bom que ele não tenha dono seja de todo mundo e todo faça e ajude a mantê-lo vivo.
Quero finalizar pedindo desculpas caso não tenha atendido a todos e dizer que estarei a diposição para atendê-los seja na sua escola, na DRE em SME. Caso venha estar nos próximos anos tenho a convicção que o Programa vai melhorar ainda mais. Claro que para isto vou precisar de muito apoio.
Por fim também quero agradecer o apoio dos amigos do curso Carta da Terra que me recebeu nos encontros de formação e certamente serão parceiros do Programa nos próximos anos e a todos amigos e amigas de outros estados e daqui mesmo que participam do E-Group Nas Ondas do Rádio sempre tem apoiado nossas iniciativas Carlos Alberto Mendes de Lima
PROGRAMA NAS ONDAS DO RÁDIO
Postado por Carmen Gattás
Juventude e Meio Ambiente
http://www.youtube.com/watch?v=B1D9amgs6fo
Conclusões sobre o VI Simpósio Nacional de Educomunicação - Marcellus William Janes
O VI Simpósio Nacional de Educomunicação foi bastante rico e estimulante por trazer mais um campo de atuação para a área transdisciplinar da educomunicação, que foi a socioeducação ambiental, ou seja experiências que a área ambiental está tendo com educomunicação, principalmente pelo apoio institucional que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está dando a iniciativas educomunicativas, particularmente pela simpatia pessoal que o Ministro Carlos MInc tem a estas propostas. Segundo a visão do MMA, e particularmente do Ministro Carlos Minc, experiências de educação ambiental com o auxílio da comunicação tem que sair da escola para seu entorno, pois a educação muda patamares de civilização na tragetória do ser humano sobre o planeta o e papel desta no Século XXI é educar para a sustentabilidade, e para estimular essa conscientização dos alunos, nada mais motivador do que eles mesmos produzirem mídias sobre conteúdos ambientais.Marcellus William Janes
Apesar do compartilhamento de ricas experiências de educomunicação disseminadas em várias áreas com características transversais, e em diversos pontos geográficos diferentes do país, parece que as mesas sempre composta por acadêmicos ou representantes dos ministérios, se por um lado revela a força conceitual da construção do campo de conhecimento da educomunicação, e assim conquista o reconhecimento do Estado, traduzido em algumas experiências de políticas públicas, como é o caso do MMA que abraçou a proposta; por outro lado faltou neste Simpósio, para compartilhar as experiências e reflexões, o movimento popular, as Associações de RCs. (ABRAÇO, AMARC), OBORÉ, Mandato do Vereador Carlos Neder, que sempre estiveram na luta pela democratização da informação. Além disso, faltaram nas mesas, também representantes do MEC e do Ministério das comunicações, que estão relacionados a questão.
Seria interessante para a continuidade deste Simpósio, a formação de um Fórum de educomunicadores participantes do mesmo, que dê continuidade as questões levantadas, mantenha integrado estes participantes e tente aglutinar forças para aproximar os setores descritos acima que não participaram.
Senti falta também de uma Sessão Pôster durante o Simpósio, para relato de experiências com educomunicação.
Informo que em agosto fui apresentar minha dissertação de mestrado na ANVISA em Brasilia e a audiência se interessou muito sobre as propostas de educomunicação para incentivar a participação popular no empoderamento da cidadania junto a questões de vigilância sanitária. Como minha orientadora , também é da equipe de formação da ANVISA em Brasília, me diponho a intermediar uma possível parceria d o MMA com a ANVISA em experiências educomunicativas como a proposta de expansão nacional do programa "Nas ondas do ambiente".
Agradeço poder ter tido a oportunidade de compartilhar momentos tão ricos com os educomunicadores do Simpósio.
Assessor de Comunicação/Imprensa da FSP USP
Mestre em Comunicação e Saúde pela FSP USP
Especialista em Gestão de Comunicação pela ECA USP
Cartunista free-lancer
e-mail: mwjanes@usp.br
Postado por Carmen Gattás
10 de novembro de 2008
Profa Josete Zimmer avalia participação no VI Simpósio
A Profa Josete Maria Zimmer, responsável juntamente com Débora Meneses por um dos workshops promovidos pelo VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação, realizado no SESC-Vila Mariana, entre 28 e 30 de outubro passado, faz uma avaliação do evento, onformando, inicalmente que os alunos da EMEF Teófilo Ottoni que participaram da cobertura educomunicativa publicaram suas reportagens e imagens no seus próprios blogs (http://teofilopreservamata.blogspot.com
http://teofilonosimposio.blogspot.com). Veja
Veja a avaliação da professora, publicada em seu próprio blog: http://jmzimmer.blog.uol.com.br
A partir do que vimos e ouvimos no VI Simpósio Brasileiro de Meio Ambiente, Jornalismo e Educomunicação, tenho certeza, não seremos mais os mesmos! Embora não tenha participado das conferências e palestras por estar envolvida com os alunos na oficina de blogs, e também com o Workshop apresentado juntamente com a Jornalista Débora Menezes, sinto-me realizada por ter conseguido envolver os alunos numa experiência educomunicativa que certamente fará diferença na vida adulta de cada um deles. Esses adolescentes me disseram que foi uma experiência única e muito importante! Tanto é que a aluna Paloma ficou tão envolvida no evento que me perguntou se poderia voltar no dia seguinte (o evento já havia terminado). Fico feliz porque sei que poderei acompanhar tudo que perdi por meio dos vários registros entre as mídias disponíveis e trabalhadas pelos 100 jovens educomunicadores. A colega Salete Soares, entre outros do NCE/EDUCOM, foram peças chave na mediação e organização dessas mídias. Desse modo, podemos acessar e acompanhar as entrevistas e palestras em que não pudemos participar. Ontem mesmo ouvi uma entrevista feita pelo aluno Lucas Alves da EMEF Teófilo Benedito Ottoni, com a Coordenadora de Educação Ambiental do Ministério da Educação/ MEC, Profa. Raquel Trabjberg. As perguntas do Lucas me pareceram muito consistentes, tanto, que provocaram respostas que podem resultar em decisões políticas importantes. Estou plenamente satisfeita com o sucesso que o simpósio alcançou e tenho certeza que foi um aprendizado para lá de significativo tanto para mim como para os alunos da EMEF Teófilo Benedito Ottoni. E, portanto, agradeço imensamente ao Prof. Dr. Ismar Soares pelo convite e também pela oportunidade de juntamente com a jornalista Débora ter participado de uma experiência verdadeiramente colaborativa, como foi a nossa durante a preparação e apresentação do workshop sobre o uso da internet com crianças e adolescentes na educomunicação socioambiental. Agradeço também à jornalista Izabel Leão por ter democraticamente conduzido o nosso workshop, dialogando e convidando os participantes para um debate bastante produtivo. A participação do nosso colega Carlos Alberto Mendes e as dicas dadas por ele para a utilização do Audicity foi outra experiência muito interessante. Finalmente, não posso deixar de falar mais uma vez, da valiosa participação dos adolescentes, meus alunos, no workshop. Eles abrilhantaram aquela tarde com seus depoimentos sobre a importância de ter um blog, no qual eles podem socializar suas experiências educomunicativas e pesquisas, que contribuem para um mundo melhor! Preciso parabenizar o Professor Ismar pela excelente idéia de levar os adolescentes, que para mim foi um enorme diferencial para o evento.
Postado por Carmen Gattás
Educomunicação: a busca do protagonismo cidadão - Planeta Sustentável – 03/11/08

mobilização
Educomunicação: a busca do protagonismo cidadão
Durante três dias, especialistas debateram no VI Simpósio de Educomunicação – Meio Ambiente, Jornalismo & Educomunicação, em São Paulo, sobre como os meios de comunicação possibilitam a ampliação da capacidade de expressão dos indivíduos com relação ao meio ambiente e, também, como o tema se tornou pauta das políticas públicas brasileiras
- A A +Por Sucena Shkrada Resk
Planeta Sustentável – 03/11/08
Os relatos sobre projetos que descrevem a participação ativa de cidadãos de diferentes localidades brasileiras - no seu direito de manifestação e multiplicação de conhecimentos socioambientais - prenderam a atenção do público do VI Simpósio de Educomunicação, realizado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, entre os dias 28 e 30 de outubro.
O evento foi uma realização do IIJC - Instituto Internacional de Jornalismo e Comunicação , do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, do SescSP - Serviço Social do Comércio, em parceria com o Canal Futura e com o Dea/SAIC/MMA - Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
[RTC0]PROCESSO INICIADO NA DÉCADA DE 70[/RTC0]
Desde o início dos anos 70, se difunde gradativamente o conceito de Educomunicação. Segundo Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo e coordenador do simpósio, o conceito significa um campo emergente de atividade, entre a comunicação social e a educação, que se volta para a implementação de programas e projetos, com o objetivo de ampliar a capacidade de expressão dos indivíduos. “Com isso permite o diálogo e o compartilhamento dos contrários, e derruba o paradigma do conhecimento neutro. E esse processo permite o acesso e uso de tecnologias”. Segundo ele, a meta é a prática da cidadania, mediante a gestão compartilhada e democrática. “A Educomunicação nasceu livremente dos movimentos sociais, das organizações não-governamentais, liberada das estruturas de hierarquias, e agora parte para a mídia, escolas e outros espaços".
O neologismo Educomunicação passou a integrar as políticas públicas adotadas do governo federal, de forma gradativa desde a Rio-92, principalmente com os objetivos traçados pelo Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global (leia a reportagem Tratado Ambiental, um compromisso pelo - e para - o Planeta) e se consolidou formalmente agora, com a produção de 90 mil cópias do CD Educomunicação Sociambiental, produzido pelo Ministério do Meio Ambiente, com organização do pesquisador Francisco de Assis Morais da Costa. O arquivo em PDF será disponibilizado para download até o final da primeira quinzena deste mês, no site do Departamento de Educação Ambiental do MMA.
“A existência da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma), com os coletivos jovens, fortalecem esse trabalho. A proposta é estimular e difundir a comunicação popular participativa, no campo da educação ambiental brasileira”, explicou o pesquisador.
As iniciativas vêm se consolidando, desde a produção do Manual de Educomunicação, produzido pelo MMA e pelo Ministério da Educação, como apoio às atividades da II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em 2006.
Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do MMA, representou o ministro Carlos Minc. Ela definiu as "Agenda 21" locais, como uma ação educomunicativa ambiental. “É preciso que as escolas desenvolvam esse trabalho com a participação dos alunos, para tratar de temas, como saneamento, reflorestamento, lixo e esgoto. É uma forma de não olhar para o umbigo, mas para o universo”, afirmou. Assim, o aluno aprende fora da escola, ajuda a conscientizar os pais sobre como diminuir doenças de origem ambiental e melhorar a qualidade de vida.
“De acordo com os relatórios do IPCC, ficou claro que as mudanças climáticas são um desafio civilizacional e não um papo só de ecologistas. Por isso, é tarefa de todos educar para a sustentabilidade”, salientou Samyra.
Para Pedro Roberto Jacobi, coordenador da Pós-Graduação em Ciências Ambientais da USP, o desafio do Pronea - Programa Nacional de Educação Ambiental, no qual, a educomunicação se insere, é promover mais informações contextualizadas e desenvolver o aspecto dialógico.
[RTC1]COMUNIDADES EM MOVIMENTO[/RTC1]
Daniel Raviolo, sociólogo da ONG Comunidade e Cultura, de Fortaleza, CE, apresentou o projeto Jornal Escolar Primeiras Letras, iniciado em 1995 pela entidade, com estudantes de 1ª a 5ª séries. Um de seus destaques diz respeito à discussão e à campanha que os alunos de escolas do agreste desenvolveram em jornais escolares produzidos por eles, em 900 unidades do CE, BA, PI e RN, a partir de 2005. “Se a população não fala, nunca vai às ruas demandar políticas, para o gestor público agir”, salientou.
Segundo ele, o tema extrapolou a sala de aula já que 85% das crianças relataram que os jornais foram lidos por suas famílias. “Trataram dos temas de agroflorestas e adubação verde, além da importância das cisternas. Houve um plano de aula para a seqüência didática trabalhada pelos professores e os estudantes puderam expor sua opinião sobre a desertificação”, contou. Para colocar o projeto em andamento, as parcerias são firmadas principalmente com as secretarias municipais de educação, além da iniciativa privada.
Da região norte do país, o exemplo trazido ao evento foi o de comunidades ribeirinhas do rio Tapajós, no Pará, que se manifestam por meio da Rádio Mocoronga (identificação de quem nasce em Santarém), coordenada pelo projeto Saúde e Alegria, com patrocínio da iniciativa privada. “É a ampliação do espaço de participação e do exercício de cidadania da juventude ribeirinha, de 31 comunidades, que tem autonomia de conteúdo”, explica Fábio Pena, coordenador de comunicação da entidade.
Outra experiência do exercício de protagonismo comunitário foi do projeto A Nova Cartografia Social da Amazônia, que descreve o cenário de lutas e conquistas de movimentos sociais locais, com apoio da Ford Foundation, de universidades e entidades do terceiro setor.
A economista e pesquisadora Jurandir Novaes apresentou trabalhos, que descrevem peculiaridades de identidades culturais e conflitos vivenciados por comunidades, como a Associação de Moradores Francisco Coelho, de Marabá, PA, narrados pelos próprios moradores; como também de moradores ribeirinhos de ilhas do Belém, e de quebradeiras de coco de babaçu, entre outras. “São 4 séries, 80 fascículos, 7 livros e dois mapas, que não se restringem mais à Amazônia, e descrevem, também, a realidade de faxinaleses, comunidade típica no PR”.
[RTC2]ARESTAS NA COBERTURA JORNALÍSTICA[/RTC2]
O papel da imprensa na cobertura das pautas ambientais foi mais um tema de destaque, durante o VI Simpósio de Educomunicação, com a apresentação da pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira, realizada pela ANDI -Agência de Notícias dos Direitos da Infância. O levantamento foi apresentado por Veet Vivarta, secretário-executivo da instituição. O trabalho analisa notícias veiculadas em 50 jornais brasileiros - entre julho de 2005 e junho de 2007- sobre a cobertura das mudanças climáticas, com o apoio da Embaixada Britânica.
No aspecto educomunicativo, Vivarta relatou que a mídia fala muito pouco sobre o conceito de mudanças climáticas (1,11%), o que dificulta o entendimento por parte do cidadão comum. “No contexto dos cidadãos, 12,7% das publicações mencionam o público-alvo afetado pelas mudanças climáticas e 18,1%, que as populações de baixa renda serão especialmente afetadas”, comentou. Outro aspecto relevante, de acordo com os resultados, diz respeito ao número reduzido de questionamentos sobre a responsabilização sobre as mudanças climáticas.
[RTC3]JOVENS REPÓRTERES[/RTC3]
Com fala firme e decidida, o estudante Eduardo de Melo Floriano - 14 anos, da 8ª série da EE Deputado Salomão Jorge, de Carapicuíba, SP, que integra a ONG Interferência, do bairro do Jaguaré -, experimentou a rotina de repórter, pela primeira vez. Com olhar atento aos mínimos detalhes, ele registrou os debates do dia 30, disputando com outros "jornalistas" para entrevistar os palestrantes convidados. “Tento separar minha opinião, do que estou escutando. Dependendo do argumento, o especialista me conquista”. Eduardo ainda revelou que a experiência resultou em uma certeza, pelo menos. “Não sou um consumidor consciente. Preciso mudar!”. Isso ele constatou depois de ouvir a palestra sobre o tema ministrada por Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.
Já Juliana Alves Marques - 14 anos, da 8ª série da Emef General Euclides de Oliveira Figueiredo, da Vila São Francisco, participante da mesma ONG de Eduardo -, confessa que, apesar da vergonha, não pensou duas vezes em usar seu gravador. “O jovem tem de ter interesse pelas coisas e saber o que faz. Temos de ‘maneirar’ no consumo da água, que está em falta”, ressaltou.
Os alunos das escolas públicas integraram um grupo de 100 adolescentes participantes de entidades parceiras dos programas de educomunicação do NCE/USP, que realizaram a cobertura do evento - veja no site do Simpósio - difundida por meio da web-rádio e do Canal Futura, com o apoio de 30 orientadores. “Isso representa um laboratório do processo de educomunicação no qual podemos nos sentir construtores das idéias”, disse Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE/USP.
Marisa Vassimon, gerente de Mobilização Comunitária do Canal Futura, revelou que a participação de crianças e jovens a partir de 11 anos na produção do canal, já é uma realidade por meio de conselhos editoriais e da veiculação de 50 mini-programas, entre outras ações. “É uma forma de ampliação de competências profissionais, como também da ampliação das redes sociais. Com isso, há um aprendizado mútuo”, finalizou.
Os relatos sobre projetos que descrevem a participação ativa de cidadãos de diferentes localidades brasileiras - no seu direito de manifestação e multiplicação de conhecimentos socioambientais - prenderam a atenção do público do VI Simpósio de Educomunicação, realizado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, entre os dias 28 e 30 de outubro.
O evento foi uma realização do IIJC - Instituto Internacional de Jornalismo e Comunicação , do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, do SescSP - Serviço Social do Comércio, em parceria com o Canal Futura e com o Dea/SAIC/MMA - Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
PROCESSO INICIADO NA DÉCADA DE 70
Desde o início dos anos 70, se difunde gradativamente o conceito de Educomunicação. Segundo Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo e coordenador do simpósio, o conceito significa um campo emergente de atividade, entre a comunicação social e a educação, que se volta para a implementação de programas e projetos, com o objetivo de ampliar a capacidade de expressão dos indivíduos. “Com isso permite o diálogo e o compartilhamento dos contrários, e derruba o paradigma do conhecimento neutro. E esse processo permite o acesso e uso de tecnologias”. Segundo ele, a meta é a prática da cidadania, mediante a gestão compartilhada e democrática. “A Educomunicação nasceu livremente dos movimentos sociais, das organizações não-governamentais, liberada das estruturas de hierarquias, e agora parte para a mídia, escolas e outros espaços".
O neologismo Educomunicação passou a integrar as políticas públicas adotadas do governo federal, de forma gradativa desde a Rio-92, principalmente com os objetivos traçados pelo Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global (leia a reportagem Tratado Ambiental, um compromisso pelo - e para - o Planeta) e se consolidou formalmente agora, com a produção de 90 mil cópias do CD Educomunicação Sociambiental, produzido pelo Ministério do Meio Ambiente, com organização do pesquisador Francisco de Assis Morais da Costa. O arquivo em PDF será disponibilizado para download até o final da primeira quinzena deste mês, no site do Departamento de Educação Ambiental do MMA.
“A existência da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma), com os coletivos jovens, fortalecem esse trabalho. A proposta é estimular e difundir a comunicação popular participativa, no campo da educação ambiental brasileira”, explicou o pesquisador.
As iniciativas vêm se consolidando, desde a produção do Manual de Educomunicação, produzido pelo MMA e pelo Ministério da Educação, como apoio às atividades da II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em 2006.
Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do MMA, representou o ministro Carlos Minc. Ela definiu as "Agenda 21" locais, como uma ação educomunicativa ambiental. “É preciso que as escolas desenvolvam esse trabalho com a participação dos alunos, para tratar de temas, como saneamento, reflorestamento, lixo e esgoto. É uma forma de não olhar para o umbigo, mas para o universo”, afirmou. Assim, o aluno aprende fora da escola, ajuda a conscientizar os pais sobre como diminuir doenças de origem ambiental e melhorar a qualidade de vida.
“De acordo com os relatórios do IPCC, ficou claro que as mudanças climáticas são um desafio civilizacional e não um papo só de ecologistas. Por isso, é tarefa de todos educar para a sustentabilidade”, salientou Samyra.
Para Pedro Roberto Jacobi, coordenador da Pós-Graduação em Ciências Ambientais da USP, o desafio do Pronea - Programa Nacional de Educação Ambiental, no qual, a educomunicação se insere, é promover mais informações contextualizadas e desenvolver o aspecto dialógico.
COMUNIDADES EM MOVIMENTO
Daniel Raviolo, sociólogo da ONG Comunidade e Cultura, de Fortaleza, CE, apresentou o projeto Jornal Escolar Primeiras Letras, iniciado em 1995 pela entidade, com estudantes de 1ª a 5ª séries. Um de seus destaques diz respeito à discussão e à campanha que os alunos de escolas do agreste desenvolveram em jornais escolares produzidos por eles, em 900 unidades do CE, BA, PI e RN, a partir de 2005. “Se a população não fala, nunca vai às ruas demandar políticas, para o gestor público agir”, salientou.
Segundo ele, o tema extrapolou a sala de aula já que 85% das crianças relataram que os jornais foram lidos por suas famílias. “Trataram dos temas de agroflorestas e adubação verde, além da importância das cisternas. Houve um plano de aula para a seqüência didática trabalhada pelos professores e os estudantes puderam expor sua opinião sobre a desertificação”, contou. Para colocar o projeto em andamento, as parcerias são firmadas principalmente com as secretarias municipais de educação, além da iniciativa privada.
Da região norte do país, o exemplo trazido ao evento foi o de comunidades ribeirinhas do rio Tapajós, no Pará, que se manifestam por meio da Rádio Mocoronga (identificação de quem nasce em Santarém), coordenada pelo projeto Saúde e Alegria, com patrocínio da iniciativa privada. “É a ampliação do espaço de participação e do exercício de cidadania da juventude ribeirinha, de 31 comunidades, que tem autonomia de conteúdo”, explica Fábio Pena, coordenador de comunicação da entidade.
Outra experiência do exercício de protagonismo comunitário foi do projeto A Nova Cartografia Social da Amazônia, que descreve o cenário de lutas e conquistas de movimentos sociais locais, com apoio da Ford Foundation, de universidades e entidades do terceiro setor.
A economista e pesquisadora Jurandir Novaes apresentou trabalhos, que descrevem peculiaridades de identidades culturais e conflitos vivenciados por comunidades, como a Associação de Moradores Francisco Coelho, de Marabá, PA, narrados pelos próprios moradores; como também de moradores ribeirinhos de ilhas do Belém, e de quebradeiras de coco de babaçu, entre outras. “São 4 séries, 80 fascículos, 7 livros e dois mapas, que não se restringem mais à Amazônia, e descrevem, também, a realidade de faxinaleses, comunidade típica no PR”.
ARESTAS NA COBERTURA JORNALÍSTICA
O papel da imprensa na cobertura das pautas ambientais foi mais um tema de destaque, durante o VI Simpósio de Educomunicação, com a apresentação da pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira, realizada pela ANDI -Agência de Notícias dos Direitos da Infância. O levantamento foi apresentado por Veet Vivarta, secretário-executivo da instituição. O trabalho analisa notícias veiculadas em 50 jornais brasileiros - entre julho de 2005 e junho de 2007- sobre a cobertura das mudanças climáticas, com o apoio da Embaixada Britânica.
No aspecto educomunicativo, Vivarta relatou que a mídia fala muito pouco sobre o conceito de mudanças climáticas (1,11%), o que dificulta o entendimento por parte do cidadão comum. “No contexto dos cidadãos, 12,7% das publicações mencionam o público-alvo afetado pelas mudanças climáticas e 18,1%, que as populações de baixa renda serão especialmente afetadas”, comentou. Outro aspecto relevante, de acordo com os resultados, diz respeito ao número reduzido de questionamentos sobre a responsabilização sobre as mudanças climáticas.
JOVENS REPÓRTERES
Com fala firme e decidida, o estudante Eduardo de Melo Floriano - 14 anos, da 8ª série da EE Deputado Salomão Jorge, de Carapicuíba, SP, que integra a ONG Interferência, do bairro do Jaguaré -, experimentou a rotina de repórter, pela primeira vez. Com olhar atento aos mínimos detalhes, ele registrou os debates do dia 30, disputando com outros "jornalistas" para entrevistar os palestrantes convidados. “Tento separar minha opinião, do que estou escutando. Dependendo do argumento, o especialista me conquista”. Eduardo ainda revelou que a experiência resultou em uma certeza, pelo menos. “Não sou um consumidor consciente. Preciso mudar!”. Isso ele constatou depois de ouvir a palestra sobre o tema ministrada por Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.
Já Juliana Alves Marques - 14 anos, da 8ª série da Emef General Euclides de Oliveira Figueiredo, da Vila São Francisco, participante da mesma ONG de Eduardo -, confessa que, apesar da vergonha, não pensou duas vezes em usar seu gravador. “O jovem tem de ter interesse pelas coisas e saber o que faz. Temos de ‘maneirar’ no consumo da água, que está em falta”, ressaltou.
Os alunos das escolas públicas integraram um grupo de 100 adolescentes participantes de entidades parceiras dos programas de educomunicação do NCE/USP, que realizaram a cobertura do evento - veja no site do Simpósio - difundida por meio da web-rádio e do Canal Futura, com o apoio de 30 orientadores. “Isso representa um laboratório do processo de educomunicação no qual podemos nos sentir construtores das idéias”, disse Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE/USP.
Marisa Vassimon, gerente de Mobilização Comunitária do Canal Futura, revelou que a participação de crianças e jovens a partir de 11 anos na produção do canal, já é uma realidade por meio de conselhos editoriais e da veiculação de 50 mini-programas, entre outras ações. “É uma forma de ampliação de competências profissionais, como também da ampliação das redes sociais. Com isso, há um aprendizado mútuo”, finalizou.
Postado por Carmen Gattás
8 de novembro de 2008
Cobertura do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação - Album de fotos do Aprendaki
Abertura do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação
Samyra Crespo- - Secretária da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA/SAIC/MMA)representando o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc
Danilo Santos de Miranda – Diretor Regional do SESC SP
Dr. Luiz Augusto Milanesi – Diretor da Escola de Comunicações e Artes (ECA)
Ismar de Oliveira Soares - Coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação - NCE
Joseph Chittilappilly – Secretário Geral do International Institute of Journalism - IIJC
Marisa Vassimon – Arte-Educadora do Canal Futura
Postado por Carmen Gattás
Conferências: A IMPRENSA BRASILEIRA E O MEIO AMBIENTE

Foi apresentada uma visão panorâmica sobre a relação da mídia impressa brasileira frente ao desafio das mudanças climáticas, tendo como base pesquisa desenvolvida pela ANDI e a Embaixada Britânica no Brasil sobre o comportamento de 50 jornais de todo o país. Em seguida, foi analisada a contribuição da radiodifusão, representada pela Rádio Eldorado, na cobertura do tema Meio Ambiente.
Veet Vivarta, Jornalista profissional desde 1976, é Secretário Executivo da ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância. Entre outras atividades, coordena o desenvolvimento das metodologias implementadas pela Agência e hoje replicadas internacionalmente, no âmbito da Rede ANDI América Latina. Temas como desigualdade, educação, trabalho infantil, violência sexual, responsabilidade social empresarial e mudanças climáticas são focos das iniciativas voltadas à qualificação da cobertura jornalística, realizados regularmente pela ANDI.
Referências sobre o palestrante: http://www.andi.org.br e o estudo Mudanças Climáticas Na Imprensa Brasileira está disponível em http://www.andi.org.br/_pdfs/MudancasClimaticas.pdf
Filomena Saleme, editora-chefe da Rádio Eldorado e jornalista, vencedora do Prêmio Nuevo Periodismo Cemex+FNPI, maior prêmio jornalístico latino-americano, e Segundo Prêmio Caixa de Jornalismo Social, pela reportagem “Um Retrato da Habitação”
Moderadora Carmen Lucia Melges Elias Gattás, mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e especialista em Educação a Distância, Estratégia e Gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE-USP), tutora do Projeto Mídias na Educação, idealizadora e gestora de oficinas de Educomunicação junto ao Instituto Supereco, através do patrocínio da Petrobrás.
Postado por Carmen Gattás
ATIVIDADES EDUCOMUNICATIVAS DURANTE O EVENTO

Durante o Simpósio, um grupo de 100 adolescentes implementou a cobertura educomunicativa nas várias linguagens midiáticas (impressa, audiovisual e digital) das mesas redondas, painéis e workshops. Coordenadas pelo NCE/USP e com suporte do SESC Vila Mariana, integraram-se a esta atividade organizações como: Programa Nas Ondas do Rádio e EMEFs da Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de São Paulo; Centro de Referência em Educomunicação para o Vale do Paraíba, da FUNDHAS – Fundação Hélio Augusto de Sousa, de São José dos Campos; Projeto Geração Futura do Canal Futura; Portal EducaRede; Revista Viração; Projeto Kinema da OSCIP Vale a Pena; Centro de Multimeios da Secretaria da Educação de Francisco Morato; Projeto Nas Ondas do Ambiente das Secretarias do Meio Ambiente e da Educação do Estado do Rio de Janeiro; ONG Cidade Escola Aprendiz de São Paulo. Os produtos realizados pelos adolescentes estão sendo exibidos em portais, sites, blogs e meios de comunicação vinculados às instituições que integram a parceria.

http://www.youtube.com/watch?v=4_uzTK3BlaI
Mídia e juventude: quem transforma quem?
http://www.youtube.com/watch?v=EeFQ1uDtRwY
Jovens de hoje!
http://www.youtube.com/watch?v=HK056SnYVBk
Entrevista com Maria da Graça
Postado por Carmen Gattás
Painel 1 - Meio Ambiente, Redes e Mobilização Cidadã

O meio ambiente e a sustentabilidade por meio da prática de mobilização cidadã em espaços públicos, assim como a formação de redes envolvendo setores específicos da população como a juventude, os educadores ambientais e os pesquisadores do meio ambiente nas várias regiões do país.
Moema Viezzer, cientista social e mestre em sociologia, diretora da MV Consultoria em Educação Socioambiental, que presta assessoria a Itaipu binacional. Atuou no Movimento Feminista e trabalhou com educação ambiental na Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), e ajudou a articular uma jornada na Eco-92 que resultou no Tratado de Educação Ambiental Para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade global – um dos documentos que é referência na educação ambiental contemporânea.
Bruno Pinheiro, Educador Ambiental, é diretor de Comunicação da ONG Ecosurfi - Entidade Ecológica dos Surfistas desde 2004. Participa como moderador da REABS - Rede de EA da Baixada Santista, sendo um dos gestores do Coletivo Educador Serra do Mar. Integra o Grupo Gestor da REPEA - Rede Paulista de EA, pela qual participou na construção da Política Estadual de Educação Ambiental em São Paulo, como mobilizador e também facilitador do Grupo de Trabalho de Educação Ambiental Não-Formal do III Encontro Paulista de EA. É também um dos articuladores do CJ Caiçara e facilitador do Coletivo Jovem de Meio Ambiente de São Paulo (CJ-SP). Atualmente compõe o Colegiado de Coordenação da Rede de Agendas 21 do Litoral Paulista (GT Comunicação), atua na interlocução da REJUMA - Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade no Comitê Assessor do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental e participa da ENCEA - Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental no âmbito do SNUC.
Jurandir Novaes, Pesquisadora do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, UFPA, Belém, PA
Rose Marie Inojosa, SVMA/CEA/UMAPAZ
Patrícia Otero, Pedagoga e especialista em Meio Ambiente pelo ISER-RJ. Atua no movimento ambientalista desde 1987, mais especificamente no campo da educação ambiental. É fundadora e coordenadora do 5 Elementos-Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental. Nos últimos anos vem se especializando na área de redes e tecnologias da comunicação para EA. É elo articulador da REPEA - Rede Paulista de Educação Ambiental e faz parte do programa “Liderança para a Segurança Climática do LEAD”.
Referências sobre o palestrante: www.5elementos.org.br
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Painel 2 – Jornalismo e Meio Ambiente e Workshop 1 - Produção de Documentário sobre Meio Ambiente

Painel 2 – Jornalismo e Meio Ambiente
Analisou a prática da mídia e o papel dos profissionais da comunicação nos conflitos de interesses entre o poder público, as comunidades locais, a iniciativa privada e/ou os movimentos organizados em torno das questões ambientais.
Moderador Vinicius Romanini, jornalista graduado pela USP, com mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação também pela USP. Foi repórter, editor ou colaborador nas revistas Veja, Terra, Viagem e Turismo, Superinteressante e Exame PME, entre outras, onde cobriu principalmente assuntos de meio ambiente e sustentabilidade. É atualmente apresentador do programa Trajetória da TV USP, professor de filosofia e teoria da comunicação na Escola de Comunicações e Artes da USP, professor de semiótica na Faculdade de Arquitetura da USP e professor do Curso de Gestão da Comunicação da USP. Entre os prêmios que ganhou estão o Abril de Jornalismo, o Ethos de Jornalismo Ambiental e o Citi Journalistic Excellence Award.
Herton Escobar, Repórter da Editoria de Meio Ambiente do Jornal O Estado de São Paulo
Martha San Juan França, diretora executiva da Editora Horizonte, editora da revista Horizonte Geográfico. Doutora em História da Ciência pela PUC, especializada em jornalismo científico e ambiental. Já trabalhou nas revistas Época, Galileu, Superinteressante, Folha e Estadão. Escreveu o livro “Células-tronco, esses milagres merecem fé” e é co-autora do livro “Formação e Informação em jornalismo científico”.
Referências sobre o palestrante: www.edhorizonte.com.br 
Pedro Roberto Jacobi, cientista social e economista, com mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Harvard University e doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). É professor da Faculdade de Educação e do Programa de Ciências Ambientais, na USP, co-editor da revista Ambiente e Sociedade e coordenador do Teia –Laboratório de Educação e Meio Ambiente. Representa a USP no Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e coordenador Acadêmico do Projeto Bacias Irmas sobre Construção de Capacidade da Sociedade cIvil para a Gestão de Bacias Hidrográficas entre 2003-2008. Coordenador de Projeto Alfa da Comunidade Européia sobre Governança da Água na América Latina e Europa que conta com a participação de dez instituições universitarias da America Latina e Europa. Coordenador de projeto Fapesp de Políticas públicas sobre Aprendizagem Social em Bacias Hidrográficas na RMSP.
Luiz da Motta, analista ambiental do IBAMA e assessor de comunicação do Serviço Florestal Brasileiro/MMA. É formado em jornalismo com especialização no mesmo tema pela Universidade de Navarra/Jornal o Estado de S. Paulo. Pós-Graduado em Educação Ambiental e Políticas Públicas pela ESALQ/USP. Foi produtor do programa radiofônico Universidade Aberta da Universidade de Brasília. Durante a Gestão de Cristóvão Buarque no Ministério da Educação, foi coordenador do Programa Rádio-Escola, quando desenvolveu, em parceria com o Núcleo de Comunicação e Educação – NCE/USP, projeto de Educomunicação em 70 escolas rurais dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Atualmente, é coordenador do programa Momento do Serviço Florestal Brasileiro, produzido em parceria com a Embrapa e veiculado em 110 rádios da Amazônia Legal.
Workshop 1- Produção de Documentário sobre Meio Ambiente

Este workshop apresentou a metodologia desenvolvida para a elaboração de programas de televisão, voltados para o tema do meio ambiente, tomando como referência a produção do “Globo Ecologia”, da Fundação Roberto Marinho. Ao final do workshop, foram apresentados programas em vídeo sobre o tema do meio ambiente elaborados por crianças da APAE de São Sebastião, SP.
Moderadora Patrícia Alves Horta, socióloga e pesquisadora do NCE-USP. Coordenadora do Curso Mídias na Eduacação do MEC pelo NCE-USP. Nos últimos anos está acompanhando e colaborando com as análises e discussões para a implementação do Programa de Rducomunicação Socioambiental do DEA-MMA.
Referências sobre o palestrante: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/conteudo_293882.shtml 
Leonardo Menezes, Jornalista, analista de conteúdo do Canal Futura e mestre em Comunicação e Memória pela Unirio. Desde 2002 é responsável pelo conteúdo do programa Globo Ecologia e Um Pé de Quê?, entre outros.
Ariane Porto, Antropóloga, roteirista, diretora e produtora cultural, atua desde os anos 80 em Teatro, Televisão e Cinema. Doutora em Comunicações e Artes pela USP, roteirizou e dirigiu 20 documentários sobre ecologia, a série televisiva POVOS DO MAR e o longa metragem infantil A ILHA DO TERRÍIVEL RAPATERRA. Criou o Projeto BEM-TE-VI (audiovisual para crianças). Consultora Internacional do Projeto GEF MARINO (Global Environmental Fund) PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) - Chile. Dirige ainda o Ecocine – Festival Internacional de Cinema Ambiental e Direitos Humanos, que este ano será realizado em Ubatuba (SP).
Referências sobre o palestrante: o site http://www.povosdomar.com.br/bemtevi/ninhos.html traz informações sobre o Projeto Bem Te Vi, com oficinas onde crianças e adolescentes aprendem a realizar vídeo-documentários. É realizado em diversas cidades do estado de São Paulo e na capital. O Povos do Mar virou um projeto de preservação da cultura caiçara do litoral Norte, e entre outros, responsável pela organização do festival de cinema www.ecocine.com.br.
Postado por Carmen Gattás
7 de novembro de 2008
Dia 29 - CONFERÊNCIA: EDUCOMUNICAÇÃO SOCIOAMBIENTAL
http://www.youtube.com/watch?v=2HRJw7-wx6Q
A conferência apresentou o conceito da educomunicação e de suas áreas de intervenção a partir das pesquisas em desenvolvimento no Brasil, em especial pelo NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da USP. Destacou a contribuição que o movimento ambientalista tem dado para o surgimento e fortalecimento da prática educomunicativa e a viabilidade de sua inserção como política pública emergente.

Ismar de Oliveira Soares, Doutor em Ciências da Comunicação, com pós-doutorado junto à MarquetteUniversity, Milwaukee, WI, USA; especialista em educomunicação, gestão comunicativa e educação a distância;coordenador do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da ECA/USP; supervisor do Curso on line Mídias na Educação do MEC, para o Estado de São Paulo; Presidente da UCIP - Union Catholique Internationale de la Presse (Genebra, Suíça); coordenador geral do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação.
Referências sobre o palestrante: http://www.usp.br/nce 
Moderadora Eliany Salvatierra Machado, pesquisadora do NCE/ECA-USP na área de Educomunicação e professora da Faculdade Cásper Líbero. Nos últimos anos está acompanhando e colaborando com as análises e discussões para a implementação do Programa de Educomunicação Socioambiental do DEA-MMA.
Enntrega do Prêmio Mariazinha Fusari de Educomunicação
Entrega do prêmio de educomunicação que leva o nome da Profa. Dra. Maria Felisminda de Rezende e Fusari (1940-1999), professora da FE-USP e co-fundadora do NCE/USP.
Carlos Alberto Mendes de Lima, coordenador do comitê gestor da Lei Educom do município de São Paulo. Esse comitê foi criado a partir da lei municipal nº 13.941, de 28 de dezembro de 2004, institucionalizando o programa Nas Ondas do Rádio, que promove ações entre as escolas municipais para trabalhar com educomunicação através do rádio.
Referências sobre o palestrante: http://blogandonasondasdoradio.blogspot.com e http://nasondasdoradio.podomatic.com, que trazem informações sobre as coberturas educomunicativas que alunos de escolas municipais de São Paulo fazem sobre diversos temas e eventos, e traz informações sobre como fazer programas de rádio, tutoriais, entre outros.
Daniel G. Raviolo, Sociólogo, com pós-graduação em Sistemas e Estruturas. Argentino, reside no Brasil desde 1998.
Fundador e coordenador geral da ONG COMUNICAÇÃO E CULTURA. A instituição viabiliza a publicação de jornais escolares e estudantis em quase 1000 escolas públicas do Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e São Paulo. O Comunicação e Cultura trabalha com quatro conceitos-chaves: protagonismo juvenil, protagonismo docente, educação entre pares e educação pela comunicação.
Referências sobre o palestrante: http://www.comcultura.org.br
Patrícia Alves Horta – socióloga e pesquisadora do NCE-USP. Coordenadora do Curso Mídias na Eduacação do MEC pelo NCE-USP. Nos últimos anos está acompanhando e colaborando com as análises e discussões para a implementação do Programa de Educomunicação Socioambiental do DEA-MMA.
Postado por Carmen Gattás
MESA-REDONDA - Meio Ambiente: Na Comunidade, na Mídia e na Educação Formal;
MESA-REDONDAMeio Ambiente: Na Comunidade, na Mídia e na Educação Formal
Teve como foco os esforços de instituições públicas como o Ministério do Meio Ambiente (Sub-Programa de Educomunicação Socioambiental), o Ministério da Educação (Programa de Educação Ambiental) e de organizações privadas, no sentido de formular referenciais e parâmetros para ações que contribuam para a especificação de modalidades de práticas educomunicativas. 
Moderadora Lucia Anello, Diretora do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania do do Ministério do Meio Ambiente - DEA-SAIC-MMA
Imagens produzidas pela: Escola Teófilo Benedito Ottoni
Francisco Costa, Técnico do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA-MMA), especialista responsável pelo Programa de Educomunicação Socioambiental no Departamento de Educação Ambiental do MMA.
Imagens produzidas pela: Escola Teófilo Benedito Ottoni
Rachel Trajberg, coordenadora-geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação (MEC), é doutora em antropologia pela Purdue University, em Indiana, EUA. Fundadora do Instituto Ecoar Para a Cidadania, ONG que atua em educação ambiental. É autora de diversos livros sobre educação ambiental e educomunicação socioambiental
André Trigueiro, jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro Mundo Sustentável - "Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação" (Editora Globo, 2005), Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século 21", (Editora Sextante, 2003), que reúne diversos autores desafiados a explicar como a questão ambiental se insere em suas áreas de conhecimento. É comentarista da rádio CBN, âncora do Jornal das Dez da Globo News, onde é também editor-chefe do programa semanal "Cidades e Soluções".
Referências sobre o palestrante: www.mundosustentavel.com.br – reúne arquivos de vários programas realizados pelo jornalista-militante, que busca “zerar” as emissões de gases de efeito estufa gerados pelo site plantando árvores, e se preocupa em expor valores diferenciados em seu site, como a questão da espiritualidade e sua relação com a crise ambiental.
Painel 3 - Práticas Educomunicativas em Meio Ambiente
O painel teve como abordagem a educação ambiental implementada pelos movimentos sociais, incluindo setores públicos que dialogam com a população, ONGs e instituições culturais, na busca de metodologias específicas que contemplam o envolvimento de segmentos da população no trabalho educomunicativo.

Moderador Marcos Sorrentino, Professor do Departamento de Ciências Florestais, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e do Programa de Ciência Ambiental (Procam). Ex-diretor do departamento de educação ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e autor de livros sobre educação ambiental. É biólogo e pedagogo, doutor em educação pela Universidade de São Paulo.
Deise Keller Cavalcante, coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro
Daniel Raviolo, Sociólogo, com pós-graduação em Sistemas e Estruturas. Argentino, reside no Brasil desde 1998.
Fundador e coordenador geral da ONG COMUNICAÇÃO E CULTURA. A instituição viabiliza a publicação de jornais escolares e estudantis em quase 1000 escolas públicas do Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e São Paulo. O Comunicação e Cultura trabalha com quatro conceitos-chaves: protagonismo juvenil, protagonismo docente, educação entre pares e educação pela comunicação.
Referências sobre o palestrante: http://www.comcultura.org.br 
Lílian de Carvalho Lindoso, formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará e Especialista em Comunicação e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Tocantins. Trabalhou como repórter do programa Rádio Cidadão, da Articulação no Semi-Árido (ASA), veiculado em mais de 100 emissoras sobre convivência com o semi-árido. Trabalhou também com formação jovens comunicadores populares em assentamentos de reforma agrária. Atualmente é Analista Ambiental do Ibama no Tocantins, trabalhando com Educação Ambiental em comunidades indígenas e Unidades de Conservação, focando a Educomunicação como metodologia de fortalecimento da organização comunitária e da sustentabilidade socioambiental.
Fabio Pena, coordenador de comunicação da ONG Saúde & Alegria, Santarém – PA – que atua na área de saúde junto a comunidades ribeirinhas junto aos rios Tapajós e Arapiuns. Também atua na questão cultural, educomunicação e economia da floresta/geração de renda. http://www.saudeealegria.org.br)
Painel 4 – O Lugar da Educomunicação Socioambiental no Ensino
O enfoque do painel é o debate em torno do desenvolvimento da educação ambiental nos currículos e nas práticas de ensino nos diversos níveis da educação formal (fundamental, médio e superior), tendo com objetivo trazer à luz referenciais, metodologias e problemas enfrentados pelos educadores. Uma pergunta especial será feita aos painelistas: qual a contribuição que a mídia pode dar para a educação ambiental nas escolas?
Moderadora Irene de Araujo Machado,graduada em Letras pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo (1977), Mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1985) e Doutorado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (1993). Atualmente é Professora Assistente Doutora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo onde ministra a disciplina Semiótica da Comunicação na Cultura e orienta pesquisas de mestrado e doutorado. É Editora Científica de MATRIZES. Revista do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação da USP (www.usp.br/matrizes).

Sueli Angelo Furlan – professora do Depto. de Geografia - FFLCH-USP; bióloga e geógrafa. Mestre e Doutora em Geografia Física. Credenciada no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da USP – PROCAM. Desenvolve pesquisa e orienta em temas de Biogeografia, Conservação de Florestas Tropicais e Políticas Ambientais. Coordenadora do NUPAUB-USP, conselheira do CONDEPHAAT. Participou da equipe de formulação dos Parâmetros Curriculares Nacionais – MEC-Brasil. Em São Paulo participou da equipe de elaboração das Orientações curriculares do Município. Autora de vários livros acadêmicos e didáticos. Foi selecionadora do Premio Professor Nota 10 – revista Nova Escola. Formadora em Educação Ambiental como colaboradora do CEDAC – Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária. 
Maria Liete Alves Silva - Bacharel em Comunicação, com habilitação em Jornalismo, mestre em Educação, pesquisa os temas Comunicação, Recepção, Educação Ambiental e Educomunicação socioambiental. Atualmente trabalha na Assessoria de Imprensa da UFMT, é secretaria executiva da Rede de Educação Ambiental de Mato Grosso (Remtea), facilitadora da Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea).
Referências sobre o palestrante: http://www.rebea.org.br
Maria Cristina Telles, Psicóloga, Pedagoga, Pós-Graduada em Educação a Distância. Foi professora, orientadora pedagógica e educacional, gerente da Educação de Jovens e Adultos. Atualmente é responsável pelo Departamento de Educação Básica, respondendo pelo currículo, recursos didáticos, legislação e formação de professores deste segmento, das 40 Escolas da rede de ensino da Fundação Bradesco.
Paulo Pereira Lima, jornalista, diretor do Projeto/ Revista Viração e Empreendedor Social da Ashoka. Formado em Filosofia, Teologia e Jornalismo, foi diretor da Revista Sem Fronteiras e editor do jornal Brasil de Fato, que ajudou a criar em março de 2003. Atua com o movimento juvenil e comunicação popular desde 1987. Em novembro de 2002, recebeu o título Jornalista Amigo da Criança, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente e Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi). Em março de 2003, lançou a revista Viração, projeto social impresso e eletrônico que conta com a participação direta de 300 adolescentes e jovens de 17 Estados e recebe apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Unicef e da Andi. Desde 2004 presta consultoria para projetos ligados à juventude de diversos ministérios, a Secretaria Nacional da Juventude, e para a Unesco, o Unicef e a Organização Mundial de Saúde.
Referências sobre o palestrante: http://www.revistaviracao.org.br
Workshop 2 - Uso da Internet na Educomunicação Socioambiental com Crianças e Adolescentes
O workshop se destinou a socializar experiências de utilização das mídias digitais por crianças e adolescentes no campo da educação ambiental, tomando como referências programas educomunicativos implementados em escolas públicas.
Maria Izabel Leão – jornalista, mestre em Ciências da Comunicação, especialista em gestão de Processos Comunicacionais, pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, tutora do Curso Mídias na Educação do MEC, membro do Conselho Editorial da Revista Viração, coordenadora do site do NCE/USP – www.usp.br/nce
Débora Menezes, jornalista formada pela PUC/Campinas e pós-graduanda em educação ambiental. Voluntária em projetos de ecoturismo e educomunicação. Trabalhou em sites de educação e atua como consultora em projetos de comunicação e educação ambiental, além de escrever sobre educação, meio ambiente e turismo para revistas como Horizonte Geográfico e Nova Escola.
Referências sobre o palestrante: http://www.educomverde.blogspot.com
Josete Maria Zimmer, professora de Educação Física de Ensino Fundamental e Médio, professora Orientadora de Informática Educativa da Rede Municipal de São Paulo. Especialista em Informática Aplicada à Educação e em Design Instrucional para Educação On-line. Autora do Projeto Teofilo Educ@ na Mata e do Blog Informática Educativa. Participante do grupo de pesquisa ALPHA da Faculdade de Educação da USP e Colaboradora do Núcleo de Comunicação e Educação NCE/USP, atuando como Mediadora do Curso de Formação Continuada em Mídias na Educação.
Carlos Alberto Mendes de Lima, coordenador do comitê gestor da Lei Educom do município de São Paulo. Esse comitê foi criado a partir da lei municipal nº 13.941, de 28 de dezembro de 2004, institucionalizando o programa Nas Ondas do Rádio, que promove ações entre as escolas municipais para trabalhar com educomunicação através do rádio.
Referências sobre o palestrante: http://blogandonasondasdoradio.blogspot.com e http://nasondasdoradio.podomatic.com, que trazem informações sobre as coberturas educomunicativas que alunos de escolas municipais de São Paulo fazem sobre diversos temas e eventos, e traz informações sobre como fazer programas de rádio, tutoriais, entre outros.
Postado por Carmen Gattás
Dia 30 – CONFERÊNCIA : Consumo Consciente para a Sustentabilidade
Consumo Consciente para a Sustentabilidade
A conferência abordará os fundamentos do conceito de “consumo consciente”, tendo como base as experiências educomunicativas em desenvolvimento pelo Instituto Akatu, identificando práticas que se mostram eficientes na educação do cidadão para que assuma sua parte na preservação do meio ambiente.
Moderadora Maria Cristina Castilho Costa, Diretora da Revista Comunicação & Educação
Hélio Mattar, Diretor-Presidente do Instituto Akatu de Consumo Consciente
10h20 – Lançamento da Revista Comunicação & Educação
Teatro
Lançamento do número 3, ano 13, da Revista Comunicação & Educação, do Curso de Gestão da Comunicação (ECA/USP) e Edições Paulinas, pela editora Maria Cristina Castilho Costa.
MESA-REDONDA: Educação Ambiental e Sustentabilidade
A mesa tem como foco o debate da Sustentabilidade como conceito irreversível e as formas pelas quais este vem sendo construído na prática. Análises a partir da perspectiva da mídia e de organizações sociais, como o PNUMA - Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
Moderadora Eda Tassara, Coordenadora do Laboratório de Psicologia Socioambiental e Intervenção do Instituto de Psicologia da USP – Presidente do IBECC – Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura / UNESCO, Comissão do Estado de São Paulo
Haroldo Mattos de Lemos, Presidente do Instituto Brasil PNUMA -Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e Professor da UFRJ e da Fundação Getúlio Vargas - FGV/RJ
Suzana Machado Pádua, Presidente do Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ
Flávia Rossi, Pesquisadora do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, MMA
Painel 5 – Meio Ambiente na Produção Midiática
O painel volta-se para a presença da mídia impressa, audiovisual e digital, indagando sua contribuição para inserir na pauta da sociedade o tema do meio ambiente. Destaque às políticas editoriais voltadas ao setor e a atuação dos profissionais de área (jornalistas, fotógrafos, diagramadores e editores) no tratamento do tema.
Moderador Eugênio Bucci, Professor de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo
Débora Garcia, Supervisora de Conteúdo do Canal Futura
Marcelo Leite, Colunista da Folha de São Paulo
Adalberto Marcondes, Diretor Responsável pela Revista Digital Envolverde – Ambiente, Educação e Sustentabilidade
Mathew Shirts, Diretor de Redação da Revista National Geographic
Painel 6 – Meio Ambiente, Educomunicação e Responsabilidade Social
Painel dedicado especificamente à área da responsabilidade social das corporações, com o objetivo de analisar a sensibilização do mundo empresarial às questões relativas ao meio ambiente.
Moderadora Denise Baena, Técnica do SESCSP e Educadora Ambiental
Amalia Safatle, Editora da Revista Página 22
Paulo Diaz Rocha , Secretário Executivo do Programa USP Recicla
Marilena Lino de Almeida Lavorato, Mais Projeto - Organizadora do “Programa Benchmarking Ambiental”
José Manoel Rodrigues, Coordenador de Comunicação – Reciclázaro
Susanne Umnirski Gattáz, Coordenadora do projeto Eco-Curtas do Instituto Goethe do Brasil
Workshop 3 - Educomunicação nas políticas públicas
O workshop se destina a socializar experiências de políticas públicas tanto no campo da mobilização (Coletivos Educadores) quanto no do uso da mídia rádio por crianças e adolescentes no campo da educação ambiental.
Moderadora Lucia Anello, Diretora do DEA-SAIC-MMA
Francisco Costa, Pesquisador do Departamento do DEA-SAIC-MMA
Márcia Rolemberg, Coordenadora de Educomunicação da Secretaria de Estado do Ambiente, Projeto Nas Ondas do Ambiente, Rio de Janeiro
Postado por Carmen Gattás
Entrevista com Paulo Lima
http://br.youtube.com/watch?v=69hRmsV9j7A
Postado por Carmen Gattás
Entrevista Matha Juan
http://br.youtube.com/watch?v=pE4LuMgni6U
Postado por Carmen Gattás
Cristiane, das Oficinas de Educomunicação de Caraguatatuba, entrevista o Professor Ismar de Oliveira Soares
http://br.youtube.com/watch?v=kcFeLiu-48c
Postado por Carmen Gattás
Festa em mais uma escola da Prefeitura de SP: "Rádio Eliza em Ação"
Em 2001, a EMEF Eliza Rachel. recebeu o equipamento destinado à viabilização de uma rádio para os alunos. Durante todos esses anos foram feitas várias tentativas para o funcionamento dessa rádio e todas elas frustradas. Os alunos formados no Educom abamdoranmra a escola e os professores que partiparam do curso foram sendo transferidos. Faltou um plano de formação continuada e o aparelho acabou sendo usado apenas para tocar música.
Neste ano, contudo, tudo mudou, graças à teimosia e à vontade das professoras Sandra e Marinês que tomaram a iniciativa de retomar o projeto ao saberem que poderiam contar com a colaboração da Profa. Marcela de DRECS e do Prof. Carlos da S.M.E, responsáveis pelo programa "Nas Ondas do Rádio".
O 0Prof. Carlos Mendes Lima (ganhador do Prêmio Marizainha Fuzari de Educomunicação, 2008) passou às professoras toda a informação necessária para a instalação e funcionamento da emissora escolar.
As professoras contam que "desde o ano passado a Marcela e o Carlos já eram parceiros do projeto, levando os alunos a vários eventos como: oficinas de rádio, entrevistas em alguns Eventos, inclusive com o Secretário da Educação Alexandre Schneider. Foi assim que o sonho começou a se tornar realidade".
"Hoje, 25/10/2008, é uma data histórica - garante a Profa Sandra - estamos inaugurando a Rádio "Eliza em Ação... um sonho, tão sonhado, cuja realidade só se tornou posssível graças aos alunos e professores desta casa".
O Prof. Carlos acrescenta, por sua vez, que entre outubro e novembro de 2008, foram inauguradas seis novas emissoras de Rádio Escolar, nas escolas da Prefeitura de São Paulo, "demonstrando que o amigo professor já está conseguindo vencer barreiras dentro da própria escola". E acrescenta: "Estou soltando rojão !!!! É festa ! Mais uma Rádio Escolar no Ar ! Até o final do ano teremos muitas emissoras funcionando em toda a cidade".
Postado por Carmen Gattás
Cristiane, das oficinas de Educomunicação de Caraguá, entrevistando o Sr. Helio Mattar - Diretor Presidente Akatu pelo Consumo Consciente
http://br.youtube.com/watch?v=LMB3V9vtM9c
Postado por Carmen Gattás
5 de novembro de 2008
Equipe de Pré-iniciação Científica ECA-USP, cobrindo o Evento.
Núcleo de Comunicação e Educação - Equipe de Organização do Evento

Da direita para a esquerda: Ismar, (...), Izabel, Carolina, Marciel, Izabele, Val e Carmen.
Da direita para a esquerda, (...), Izabel, Carolina, Marciel, Izabele, Val e Carmen.
Postado por Carmen Gattás
2 de novembro de 2008
“Juventude e Meio Ambiente” é destaque no VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação
Enquanto todos interagiam nas atividades do IV Simpósio Brasileiro de Educomunicação, os jovens foram saber o que as pessoas pensam e entendem sobre "Juventude" e "Meio Ambiente". Confira abaixo as percepções da galera!
Por Cleber R. Chiquinho, Ivan C. Neves, Natélia Obeid e Renata T. Azevedo (REJUMA), Damíso (Revista Viração) Guilherme Feulo (Rede Interferência)
O que é meio ambiente? Qual a sua visão da juventude brasileira? Diante das problemáticas sociais (violência, drogas, alta de oportunidade, pedofilia, etc) que ocupam boa parte da preocupação dos jovens, como você vê a relação da juventude com o meio ambiente? Essas foram questões que nos instigaram a ir a campo e saber a opinião de pessoas de várias gerações que passaram pelo SESC-SP Vila Mariana no primeiro dia do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação, que neste ano tem como eixos a temática: “Meio Ambiente, Jornalismo e Educomunicação”.
Além de debates com educadores, comunicadores e especialistas na área do meio ambiente, esse evento conta com mais de 100 crianças, adolescentes e jovens de escolas públicas, redes, coletivos e organizações não governamentais que estão realizando a cobertura educomunicativa do evento, ou seja, utilizando várias mídias como audiovisual, internet, expressões corporais, fotografia e o registro escrito para promover reflexões e práticas sociais de transformação.
O grupo que abordou como pauta “Juventude e Meio Ambiente” identificou após as entrevistas, diferentes visões sobre o assunto com relatos de crianças, jovens e adultos. Para alguns, meio ambiente é apenas “natureza”, “os animais” ou “as plantas” e outros vêem o meio ambiente como uma relação vinculada entre o homem, a natureza e seu entorno, incluindo as relações interpessoais, culturais e afetivas, como exemplificado por Thiago, do Coletivo Jovem Caipira, que definiu meio ambiente como “algo ecológico, econômico, social e cultural”. O grupo evidenciou também que grande parte das respostas teve uma influência significativa da mídia, como a relação entre meio ambiente e as mudanças climáticas, desmatamentos e reciclagem de lixo.
Outra questão relacionou a percepção dos entrevistados com o papel da juventude atualmente: estes
jovens enfrentam diversos problemas sociais, que são cada vez mais acentuados pela mídia, ocasionando uma maior preocupação nestes pontos, em detrimento de outros, como o meio ambiente. Mas muitos relatos deixaram evidente que a juventude atualmente está mais preocupada com o meio que a cerca, como diz o educador Massao da Revista Viração, “o jovem tem que ser mais jovem e falar por eles mesmos” e acredita que essa nova geração está mais mobilizada.
Dentre essas diferentes concepções, sentimos nas falas das pessoas a necessidade de uma relação mais harmoniosa entre o homem moderno e a natureza.
Por Bruno Pinheiro
Postado por Carmen Gattás
Dia 29 de outubro
Suzana Pádua, Joseph Chittilappilly, Carmen Gattás, Maria Liete Alves Silva, Izabel Leão, Ismar Soares e Simone Moraes.
Joseph Chittilappilly e Carmen Gattás.
Postado por Carmen Gattás
JOVENS EDUCOMUNICADORES NA COBERTURA DO VI SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCOMUNICAÇÃO
O VI SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCOMUNICAÇÃO, promovido pelo NCE/USP em parceria com o MMA, Canal Futura, IIJC e SESC-SP, no SESC-Vila Mariana, em São Paulo, entre 28 e 30 de outubro, contou com a presença diária de 100 adolescentes, que que realizaram a cobertura eduicomunicativa do evento, mostrando que são competentes quando o assunto é comunicação.
A seguir o texto da matéria produzida pela jornalista Renata Del Vecchio sobre o tema, publicado no Portal Educacional Aprendaki:
A Educomunicação vem ganhando força no Brasil e nos países da América
Latina e desde terça feira, dia 28, no SESC Vila Mariana em SP,
acontece o VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação, que discute o
tema "Meio Ambiente, Jornalismo e Educação".
Para comprovar o fundamental papel da educomunicação na melhoria das
relações em espaços educativos e eficácia da mídia como ferramenta de
ensino, cerca de 100 adolescentes realizam a cobertura do evento
publicando instantaneamente vídeos, áudios, fotos e textos na internet.
Estes adolescentes foram preparados pelos organizadores. Em suas
localidades realizam a prática educomunicativa utilizando linguagens
audiovisuais e escrita. Todo o material produzido por esta garotada
está sendo arquivado em um banco de dados para ser utilizado pelos
sites dos organizadores, parceiros e realizadores do evento.
A Fundhas - Fundação Hélio Augusto de Souza, de São José dos Campos,
interior de São Paulo, participa da cobertura e se desloca diariamente
até o local onde acontece o simpósio com aproximadamente 15 alunos,
entre 13 e 15 anos. São responsáveis pelo Centro de Referência em
Educomunicação do Vale do Paraíba, com sede na mesma cidade. Lá
desenvolvem projetos próprios de educomunicação, realizando a
cobertura de grandes eventos como o Encontro Internacional Virtual
Educa que aconteceu em 2007 - um evento ligado à OEI, Organização dos
Estados Iberoamericanos. "Estou acumulando experiências e este
simpósio está muito legal. O que eu mais gosto de fazer entre as
variedades de mídia, é entrevistar. Conversar com as pessoas traz
conhecimento e me deixa por dentro dos assuntos", declarou a estudante
da Fundhas, Ellen Maria Cardoso Rabelo, 15 anos.
Entre os corredores do SESC Vila Mariana os jovens são os principais
protagonistas. Eles se revezam entre a programação, e na sala de
imprensa reservada especialmente para eles, cada nova entrevista ou
mesa de debates realizada, é uma grande empolgação.
Entre tantos jovens e adolescentes vindos de diversas regiões, Ivan
Carlos Neves de 22 anos, demonstra paixão pelo papel desempenhado no
simpósio: fotógrafo. Ele faz parte do Coletivo Jovem Caiçara de
Cananéia, SP e na companhia de mais dois adolescentes, vieram
prestigiar o evento a convite do Canal Futura.
Segundo Ivan, além de aprender a fotografar, ele tem se esforçado para
melhorar cada vez mais a técnica. O jovem ainda afirmou que está muito
mais interessado por educomunicação devido à oportunidade oferecida.
"Estou adorando o evento e fotografar tem sido uma grande experiência.
Além disso, podemos expressar muita coisa através das imagens," conclui.
"Eu criei meu blog por um motivo: ser um blog educacional para
professores e alunos. Eu me sinto como uma blogueira profissional. Ao
caso de blogs educacionais, meu blog tem vários assuntos que rodeia a
internet inteira; gosto de blogs e sou uma menina que se interessa por
vários assuntos assim na internet. Por causa disso eu criei meu blog,"
declara a adolescente blogueira Paloma Garcia Dias de Herrera.
Da mesma forma que Paloma, a galera que está fazendo cobertura do
evento são blogueiros, fotográfos, cineatras produzindo vídeos e
jornalistas elaborando matérias impressas e áudiovisuais. Todas as
escolas envolvidas têm o seu próprio blog e muitos dos alunos têm o
seu particular.
Ismar de Oliveira Soares, coordenador do simpósio e supervisor do NCE
da ECA, expôs durante sua conferência que a intenção do simpósio é
aproveitar as diferentes forças sociais presentes. "Ao fazer a
cobertura, estes jovens estão com algo muito importante nas mãos: o
poder da fala. A cidade de São Paulo vai saber o que está acontecendo
aqui através do depoimento deles".
Segundo Soares os alunos que trabalham com educomunicação "não tem
problema de disciplina nem de aprendizagem," pondera. Isso porque
realizam com criatividade suas produções se apropriando dos recursos
tecnológicos e comunicativos presentes no cotidiano escolar com grande
responsabilidade.
Postado por Carmen Gattás
VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação - 29 de outubro de 2008
André Trigueiro e Carmen Gattás
Diversas religiões e tradições espirituais tem se manifestado sobre a crise ambiental que ameaça a vida no planeta.
Segue abaixo uma seleção de textos que confirmam a existência de uma teologia ambiental, e uma preocupação crescente dessas tradições em ratificar a presença do sagrado nas mais diversas manifestações de vida
“A destruição da natureza resulta da ignorância, cobiça e ausência de respeito para com os seres vivos do planeta.(...) Muitos dos habitantes da Terra: animais, plantas, insetos e até microorganismos que já são raros ou estão em perigo, podem tornar-se desconhecidos das futuras gerações. Nós temos a capacidade, nós temos a responsabilidade. Nós precisamos agir antes que seja tarde”.
Sua Santidade, o Dalai Lama; “Uma Abordagem Ética da Proteção Ambiental”
João Paulo II, muitas vezes apelidado de "O Papa Ambientalista" questiona: "como ficar indiferentes diante das perspectivas dum desequilíbrio ecológico, que torna inabitáveis e hostis ao homem vastas áreas do planeta?". E acrescenta: "É urgente uma educação sobre a responsabilidade ecológica... O tema da proteção do Ambiente merece uma extrema atenção e reveste-se verdadeiramente de uma altíssima importância no momento atual da história e do desenvolvimento do nosso mundo moderno".
(Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente /SP; Leia “COMPROMISSOS DA PASTORAL DA ECOLOGIA”)
“Há chance de salvamento. Mas para isso devemos percorrer um longo caminho de conversão de nossos hábitos cotidianos e políticos, privados e públicos, culturais e espirituais. A degradação crescente de nossa casa comum, a Terra, denuncia nossa crise de adolescência. Importa que entremos na idade madura e mostremos sinais de sabedoria. Sem isso, não garantiremos um futuro promissor”.
(Leonardo Boff, “Saber Cuidar”, Editoras Vozes, página 17)
“A Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades , é que ele a emprega no supérfluo o que poderia ser empregado no necessário”.
(Livro dos Espíritos; Allan Kardec,capítulo V, da Lei de Conservação)
“Toda Sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue. Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta” (...).
(“Os domingos precisam de feriados”, rabino Nilton Bonder)
“Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, por um compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, pela rápida luta pela justiça e pela paz, e pela alegre celebração da vida”.
(Carta da Terra , Paris, março de 2000)
Água na Bíblia: texto de Maria Inês Carniato, Bacharel em Filosofia, Mestra em Teologia, e especializada em Comunicação,é autora de livros didáticos de Ensino Religioso, na área de Diálogo inter-religioso e Ecumenismo.
Atualmente é diretora de redação da revista Diálogo de Ensino Religioso.
e-mail: diálogo.redacao@paulinas.com.br
26 de outubro de 2008
A mídia para conscientizar e sensibilizar os jovens. IZABEL LEÃO

Meio Ambiente, jornalismo e educação serão temas de discussão durante o 6o Simpósio Brasileiro de Educomunicação, que será realizado entre os dias 28 e 30, em São Paulo, com participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Como se comportam os jornais brasileiros frente ao tema das mudanças climáticas mundiais? Que estratégias de comunicação o governo vem adotando no tratamento dos conflitos que envolvem o ambiente? Existe, no Brasil, uma política de educação ambiental? Os investimentos do setor privado têm compensado suas contribuições para o acirramento dos problemas ambientais? Que papel cabe, nesse contexto, às ONGs, ao terceiro setor e ao sistema formal de ensino?
Essas e outras questões serão debatidas no 6º Simpósio Brasileiro de Educomunicação, que será realizado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, entre os dias 28 e 30 de outubro, numa iniciativa do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, do Canal Futura, do International Institute of Journalism and Communication, de Genebra, na Suíça, e do Sesc (Serviço Social do Comércio de São Paulo). O tema do evento será “Meio Ambiente, Jornalismo e Educomunicação”.
Representando o governo federal, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fará a palestra de abertura. O ministro é um dos responsáveis pelo programa “Nas ondas do ambiente”, que utiliza o rádio em programas de educação ambiental junto às escolas do estado do Rio de Janeiro.
Mais de 50 especialistas de todo o país participarão de três mesas- redondas e seis painéis. A USP estará presente através da participação dos professores Vinicius Romanini e Eugênio Bucci, da ECA, Marcus Sorrentino, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Pedro Jacobi e Sueli Furlan, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam), e Eda Tassari, do Instituto de Psicologia.
Mostras de documentários e atividades artísticas farão parte da programação, ao que se somará uma série de workshops voltados à produção de documentários para TV e de programas de rádio em escolas e comunidades, com a presença de especialistas como Leonardo Menezes, do programa “Globo ecologia”, e Francisco Costa, do Ministério do Meio Ambiente.
O professor Ismar de Oliveira Soares, coordenador do simpósio e supervisor do NCE da ECA, ressalta que a intenção do evento é aproveitar o fato de que várias forças sociais estão sintonizadas com o conceito de educomunicação, vinculado ao tema do
ambiente. Trata-se, segundo ele, de um momento propício para promover um diálogo entre o poder público, a iniciativa privada, as áreas de pesquisa e as organizações da sociedade civil em torno das práticas de educomunicação socioambiental, levando em consideração que o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Educação (MEC) optaram pelo conceito no desenvolvimento de suas políticas públicas.
Soares: mobilização de escolas
Soares ressalta ainda que a educomunicação vem ganhando legitimidade, especialmente no Brasil e nos países da América Latina, como opção tanto para a melhoria das relações nos espaços educativos como para a eficácia dos programas que utilizam a mídia no ensino e na educação não formal. Atualmente, a área do ambiente tem sido especificamente palco de práticas educomunicativas empreendedoras, como assinala Lílian de Carvalho Lindoso, do Instituto Chico Mendes, em Palmas, Tocantins, ao detectar o uso da educomunicação em áreas de preservação ambiental do seu estado.
Francisco Costa, do Ministério do Meio Ambiente, organizador do Programa de Educomunicação Socioambiental, explica que a intenção do Ministério foi desenvolver uma referência pedagógica para educadores ambientais e gestores comunitários que a partir da educomunicação possam implementar políticas públicas, programas e projetos junto à sociedade civil.
Costa cita o exemplo da experiência da comunidade ribeirinha indígena Ashaninka, no município de Marechal Taumaturgo, no Acre, que hoje gerencia uma rede comunitária de monitoramento territorial e educação ambiental na reserva extrativista onde se encontra. Foi a partir de uma parceria com o Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão), do governo federal, e a Rede de Povos da Floresta – formada em 2003 – que o Ministério do Meio Ambiente conseguiu apoiar o projeto de rede comunitária. Atualmente são dez telecentros dentro da reserva, que permitem aos índios manter-se conectados, prevenindo-se das invasões de madeireiros. “A internet permitiu que eles se articulassem rapidamente com o Ibama e a Polícia Federal e a ação de proibição foi rápida e eficaz”, reflete Costa.
Mídia e ambiente – Uma análise inédita feita pela Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) em 50 jornais publicados entre 2005 e 2007 aponta que a atenção da mídia sobre mudanças climáticas se intensificou, mas falta explorar as causas e possíveis soluções para o fenômeno. A pesquisa “Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira” analisou 997 textos, entre reportagens, editoriais, artigos, colunas e entrevistas.
Jacobi: ambiente com pouco espaço

O secretário executivo da Andi, Veet Vivarta, apresentará dados dessa pesquisa no Simpósio Brasileiro de Educomunicação, na conferência intitulada “A Imprensa Brasileira e o Meio Ambiente”, prevista para o dia 28. Segundo a pesquisa, a temática esteve mais presente nos veículos de abrangência nacional (Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense) e econômicos (Valor e Gazeta Mercantil). Enquanto os 44 jornais de circulação regional contribuíram, na média individual, com 1,46% dos textos veiculados no período, os quatro veículos nacionais, somados aos dois de cunho econômico, contribuíram – também na média individual – com 5,95% das matérias publicadas.
O estudo também mostra que a maior parte do material ainda carece de contextualização e apresenta, portanto, muitas oportunidades de aprimoramento. Guilherme Canela, coordenador de Relações Acadêmicas da Andi e responsável pelo estudo, ressalta que a mídia exerceu pouco sua função de monitorar as políticas públicas. “Se os especialistas apontam que o Brasil ainda não possui ações na área, isso não é desculpa. A imprensa não pode falar sobre o que não existe, mas pode fazer uma cobertura de cobrança”, diz.
Vivarta diz que, na maioria das vezes, a mídia é alarmista, salientando as conseqüências negativas do aumento das temperaturas na Terra, por exemplo, e deixando de lado a oportunidade de debater as causas e as soluções desse fenômeno. “O pensamento comum das mídias é se voltar para o catastrofismo como forma de vender a notícia. A mídia precisa ir além disso e contextualizar melhor a questão”, explica.
No painel “Jornalismo e Meio Ambiente”, previsto para a tarde do dia 28, o professor Pedro Jacobi, da USP, vai analisar o papel do jornalismo e dos profissionais de comunicação no tratamento dos temas que envolvem conflitos de interesse entre o poder público, as comunidades locais, a iniciativa privada e os movimentos organizados em torno da defesa da biodiversidade.
Jacobi acha que o espaço dado pela mídia para assuntos ligados ao ambiente ainda é muito restritivo e já não tem a especificidade que tinha antes. “Agora o ambiente se mistura com assuntos de ciências. A especificidade ficou por conta das revistas especializadas e os diversos sites existentes na internet. A mídia atual voltou-se preferencialmente para o segmento das empresas e para o tema da sustentabilidade”, ressalta.
O evento também contará com uma coletiva educomunicativa que reunirá cem adolescentes. Durante os três dias de simpósio, os jovens, assistidos por uma equipe de profissionais do NCE e de um grupo de instituições parceiras, farão entrevistas com os palestrantes e participantes para serem publicados em blogs e na edição noturna do telejornal do Canal Futura.
Outra atividade ilustrativa de prática educomunicativa será a mostra “Ecocine”, que exibirá uma série de produções em vídeo das TVs, de produtores independentes e de agentes comunitários, sobre ambiente, com destaque para produções de adolescentes da Apae de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.
Para o professor Ismar Soares, a grande meta da educomunicação socioambiental é mobilizar escolas rurais de todo o país para que as crianças, através de sua produção midiática, sensibilizem seus pais, trabalhadores rurais e extrativistas, na defesa do ambiente. Segundo o professor, a prática educomunicativa não é própria apenas do ambiente escolar. Mesmo a mídia pode adotar os referenciais do novo campo em sua produção regular, como vem ocorrendo com veículos como a TV Cultura, o Canal Futura e a Rádio Eldorado.
O 6º Simpósio Brasileiro de Educomunicação será realizado de 28 a 30 de outubro, no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141, Vila Mariana, em São Paulo). Inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico www.sescsp.org.br. Mais informações pelo telefone
(11) 5080-3142.
Postado por Carmen Gattás
25 de outubro de 2008
Professor Ismar encerra seminário internacional, em Quito, Equador
O Prof. Ismar de Oliveira Soares, encontra-se em Quito, Equador, onde encerrará, nesta 6a feira, 24 de outubro, o Seminário Internacional sobre “Software livre”, proferindo uma conferência com o tema: “Software livre e Educomunicação”.
O evento, promovido pela Universidade Politécnica Salesiana, reuniu especialistas da Europa, América Latina e Ásia, analisando o caminho percorrido pelo movimento mundial em torno do Software Livre. Entre os expositores encontram-se nomes como o de Patricio Lorente, um dos fundadores do Wikipedia; Michel Bauwen, da Fundação P2P; Cláudio Machado, do Programa Governo Eletrônico do Ministério do Planejamento do Governo Brasileiro e Sérgio Amadeu, da Faculdade Cásper Líbero.
A palestra do Prof. Ismar, que encerro uma seqüência de 4 palestras magistrais e seis painéis, com a intervenção de 34 especialistas, buscou aproximar a filosofia que sustenta o programa mundial em torno ao Software livre do ideário da Educomunicação como um ecossistema comunicativo aberto e criativo voltado a ampliar o coeficiente comunicativo das ações educativas, a partir da perspectiva da democratização da comunicação.
Postado por Carmen Gattás
16 de outubro de 2008
Atrás de uma borboleta azul - Marina Silva
Biodiversidade do Iguaçu - Acervo Fotográfico de Apolonio Rodrigues
"Florestas não são apenas estatísticas. Nem apenas objeto de negociações, de disputa política, de teses, de ambições, de pranto. Antes de mais nada, são florestas, um sistema de vida complexo e criativo. Têm cultura, espiritualidade, economia, infra-estrutura, povos, leis, ciência e tecnologia. E uma identidade tão forte que permanece como uma espécie de radar impregnado nas percepções, no olhar, nos sentimentos, por mais longe que se vá, por mais que se aprenda, conheça e admire as coisas do resto do mundo.
Vivi no seringal Bagaço, no Acre, até os 16 anos. Tenho pela floresta muito respeito e cuidado. Quem conhece a mata, não entra de peito aberto, mas com muita sutileza. Ali estão o suprimento, a proteção e os perigos.
E também o mistério, algo não completamente revelado. Vidas e formas quase imperceptíveis. O encontro, a cada momento, de um cipó diferente, uma raiz, uma textura, uma cor, um cheiro. A descoberta dos sons. Até o vento na copa das árvores compõe melodias únicas, de acordo com a resistência oferecida pela castanheira, a samaúma, o açaizeiro.
Na minha infância, o som que achava mais bonito era o do período da florada das castanheiras. A castanheira é polinizada por uma abelha enorme, o mangangá. Imaginem centenas de mangangás entrando nas flores para tirar o néctar! Como a flor é côncava, na hora de sair têm que fazer uma força extraordinária nas asas, num vôo de frente pra trás, que provoca um barulho de máquina potente e rouca. Uma de minhas primeiras lembranças do mundo é do barulho dos mangangás na copa da castanheira ao lado do terreiro da nossa casa.
Embora para muitas pessoas a floresta possa parecer homogênea, sempre a vi como espaço de diversidade. Gostava de prestar atenção em pequenas coisas, como formigas levando folhas para o buraco. O caminho das formigas era bem limpinho, parecia varrido. A estrada de seringa era cheia de folhas, tocos, raízes, de espera-aí, um espinho de rama que arranha a perna quando a gente passa. E eu imaginava como seria bom ter uma estrada de seringa limpa como o caminho das formigas!
Outra formiga, a tucandeira, tem uma ferroada tão dolorosa que não dá nem para explicar. Mas havia também uma razão mítica pra temê-la. Meu tio Pedro Mendes, que durante muito tempo conviveu com os índios do Alto Madeira, dizia que as tucandeiras viravam cipó de ambé. Se morresse uma na copa da árvore, o corpo virava a planta e as pernas viravam os cipós. Quando se era mordido de tucandeira, a primeira coisa a fazer era procurar um cipó de ambé, cortar e beber a água porque ela era o antídoto. Não sei se era mesmo, mas ajudava a aliviar a dor.
Meu tio ensinava coisas em que a gente acreditava profundamente. Ele dizia que se a gente se perdesse e visse uma borboleta azul, era só segui-la que ela nos levaria para a clareira mais próxima e de lá acharíamos o caminho de casa. Essa borboleta é linda, enorme, quase do tamanho da mão. Nunca vi um azul igual. Que, aliás, é marrom. Os pesquisadores do INPA descobriram que ela tem uma engenharia de disposição das escamas das asas que faz com que, na incidência de luz, se tornem azuis.
Depois entendi porque nos levava para casa. Porque gosta de pousar em frutas como banana e mamão maduros, já bicadas pelo passarinho pipira. Quando sente fome, procura a primeira clareira onde haja um roçado de frutas. E lá perto, certamente haverá uma casa. São coisas que parecem crendice, mas há conhecimento científico associado, obtido pelo mesmo princípio do método acadêmico: observação sistemática dos fenômenos.
Antes de existir Ecologia como ramo do conhecimento ou ambientalismo como movimento, o sistema da floresta já tinha suas normas, o seu "Ibama" natural, sua sustentabilidade, por meio de um código mítico que funcionava como legislação de proteção da mata e das formas de vida que a habitavam. Não se podia pescar mais do que o necessário, porque a mãe d´água afundaria a canoa. Não se podia caçar demais porque o caboclinho do mato daria uma surra. Não podia matar animal prenhe porque a pessoa ficaria panema, ou seja, sem sorte. E para tirar o azar seria preciso um ritual tão complicado que era preferível deixar o bicho em paz.
As práticas de acesso aos recursos da floresta, mediadas por esse código mítico, acabavam levando a um alto grau de equilíbrio. Só se caçava quando acabasse a carne seca pendurada no fumeiro do fogão. Logo, se não se podia caçar em excesso, não havia carne para venda, só para o próprio consumo. Contrariada essa norma, o caboclinho do mato castigaria o infrator com uma surra de cipó de fogo com nó na ponta. A pessoa apanhava mas não conseguia se defender porque não via a entidade. Ficava toda lanhada, com febre. Até o cachorro, se acuava uma caça desnecessária, começava a pular e ganir de dor. Era o caboclinho disciplinando o animal.
Os relatos eram inúmeros e me deixavam com muito medo de andar pelo mato. Superava-o, em primeiro lugar, cumprindo à risca as leis míticas. Além disso, desde criança tenho uma fé imensa e achava que, sendo justa com a natureza, Deus me protegeria.
E mesmo com todo esse medo, minhas irmãs e eu gostávamos de andar pela floresta porque lá a gente se divertia muito. Por exemplo, fazendo balanço de um cipó muito resistente, em árvores que chegavam a trinta metros de altura. Pescar nos igarapés, colher bacuri, abiu, taperebá, ingá, tucumã, cajá, era muito bom.
Era um mundo de sabedoria tradicional, de organização social e cultural inseparável da existência da floresta.
Até que um dia chegaram as motoserras e tratores e desconstituiram os códigos míticos, criando a necessidade crescente do aparato legal que, por não estar dentro do homem, precisa de instituições e mecanismos para implementá-lo. Não foi à toa que a primeira grande operação de combate a desmatamento feita pela Polícia Federal, envolvendo 480 agentes, no estado de Mato Grosso, foi batizada de Operação Curupira.
Se abríssemos hoje nossa sensibilidade para os valores da floresta, talvez se tornasse mais fácil redefinir o que entendemos por qualidade de vida. Quem sabe, pode estar faltando uma enorme borboleta azul para nos conduzir para casa, onde os frutos de nossas decisões sempre nos aguardam em mesa farta."
Adolescentes e jovens fazem cobertura jornalística de Simpósio de Educomunicação

O Simpósio Brasileiro de Educomunicação está se aproximando e a equipe organizadora caminha a passos longos. Ontem, no SESC da Vila Mariana, em São Paulo-SP reuniram-se representantes do Núcleo de Comunicação e Artes (NCE) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), do Canal Futura, do Comitê Gestor da Lei Educom da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, do site Aprendiz, da Revista Viração e do Sesc para discutir os últimos preparativos para o evento que vai se realizar entre os dias 28 a 30 de outubro no mesmo local.
“Meio ambiente, jornalismo e educomunicação” é o tema que animará a reflexão dos dias de evento que contará com a cobertura jornalística de 100 adolescentes e jovens nas linguagens de vídeo, rádio, blog e impressa. Esses educomunicadores que provém dos coletivos de meio ambiente, de escolas de São Paulo e da Fundação Hélio Augusto de Souza (Fundhas) em São José dos Campos-SP “vão circular entre os vários projetos na coleta de informações num sistema de cooperativo, fazendo um rodízio entre as linguagens,” explicou o coordenador do NCE/USP, professor Ismar de Oliveira Soares.
Na verdade serão mais que 100 educomunicadores (jovens e adolescentes), pois haverá um esquema de rodízio de participação entre os mesmos. Essa garotada está sendo preparada pelos organizadores do evento que já realizam a prática educomunicativa em sua realidade de atuação utilizando linguagens audiovisuais e escrita. O material produzido por estes adolescentes e jovens serão arquivados em um banco de dados para ser utilizado pelos sites dos organizadores, parceiros e realizadores do evento.
Na reunião preparatória que se realizará no dia 25 haverá a definição de quem será entrevistado e quem vai realizá-las, quem vai coletar o material, produzir e veicular. Enfim, será um trabalho em equipe em que os adolescentes e jovens poderão circular entre as várias mídias presentes. “Há também um fórum de participação no EducaRede para esquentar a discussão e capacitar esses participantes à cerca do conteúdo e da cobertura jornalística,” afirma Carol Misorelli do Canal Futura que está gerenciando a discussão.
A previsão é que estejam presentes ao evento em torno de 650 participantes. Nos dias do evento, haverá sempre reunião de pauta para ajustes da cobertura. E mais aqueles adolescentes ou educomunicadores adultos podem escrever sua história de participação para ser publicada pelo NCE/USP. Como são inúmeros adolescentes e jovens de diversos locais circulando por diversas mídias, ficou definido que serão dados os créditos ao Simpósio ao invés de a cada produtor individualmente – o que não impede que isso aconteça nos sites dos organizadores.
Os organizadores e realizadores do evento reúnem-se desde março deste ano em reuniões quinzenais para configuração do mesmo.
O Portal Educacional Aprendaki participou da reunião de preparação no dia 15 de outubro, pois está fazendo a cobertura do evento desde sua concepção à realização que traz a marca da prática educomunicativa entre adultos e adolescentes e jovens. Já disponibilizou uma página especial para o evento que será um caminho seguro apontando para o site dos realizadores, dos organizadores e para a produção de notícias, podcast, vídeos e texto desses educomunicadores. Tudo pode ser acompanhado na página Página Especial sobre o VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação.
Sobre os Realizadores
Instituto Internacional de Jornalismo e Comunicação - IIJC
Organização não governamental com sede em Genebra, Suíça, destinada a promover atividades voltadas à formação e aperfeiçoamento de jornalistas e comunicadores em todo o mundo, através de cursos de atualização (Refresher Programmes). Mantém vínculo programático com a UCIP – Union Catholique Internationale de la Presse, presente em 120 países. Em 2005, promoveu, juntamente com o SESCSP e o NCE/USP, o Encontro Internacional África Brasil que trouxe ao país 25 jornalistas africanos. www.iijc.info
Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo - NCE/USP
Unidade de pesquisa e de extensão nascida no espaço do Departamento de Comunicações e Artes da ECA, tendo como objetivo o estudo da educomunicação e a formação de especialistas na área. Nos últimos dez anos, executou projetos que envolveram órgãos públicos, veículos da mídia, ONGs e mais de 3.500 escolas, em vários estados do Brasil, formando ao redor de 20 mil educomunicadores, em programas como o Educom.rádio, no Município de São Paulo. Nos últimos anos, vem colaborando com o MEC na implantação do curso à distância Mídias na Educação e com o Ministério do Meio Ambiente na definição de seu programa de Educomunicação Socioambiental. www.usp.br/nec
Serviço Social do Comércio - SESCSP
Instituição de caráter privado, de âmbito nacional, criada em 1946, por iniciativa do empresariado do comércio e serviços, que a mantém e administra. Sua finalidade é a promoção do bem-estar social, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento cultural de seu público prioritário e da comunidade em geral.
www.sescsp.org.br
Canal Futura
Emissora de televisão voltada para a cultura e a educação, com sede na cidade do Rio de Janeiro, resultado de uma parceria entre organizações da iniciativa privada, tais como: Bayer Schering Pharma, Bradesco, CNI, CNN, CNT, FIESP, Fundação Itaú Social, Fundação Vale do Rio Doce, Gerdau, SEBRAE e Votoratim. Entre os projetos de caráter educomunicativo, destacam-se, no campo da produção voltada para o meio ambiente, os programas “Globo Ecologia” e “Um Pé de Quê?”. Já no campo da mobilização, ganha relevância o projeto “Geração Futura” que oferece periodicamente oficinas de produção audiovisual para alunos de ensino médio e estudantes universitários de todo o Brasil.
www.canalfutura.org.br
Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA/SAIC/MMA)
O Ministério do Meio Ambiente ocupa lugar especial no cenário do debate educomunicativo, ao promover a sistematização do conceito de Educomunicação Socioambiental, tornando-o como política pública. A Educomunicação Socioambiental é apresentada pelo MMA como uma referência para a implementação de ações de comunicação associadas à educação ambiental, no contexto da gestão ambiental pública, através de projetos e programas em todo o país, a exemplo de coletivos educadores, salas verdes, gestão de unidades de conservação, ordenamento territorial, zoneamento ecológico-econômico, etc. Durante o VI Simpósio, os fundamentos do conceito serão socializados e debatidos, tanto nas mesas redondas quanto nos workshops. www.mma.gov.br
Equipe de Organização
Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo - NCE/USP
- Professor Ismar de Oliveira Soares
- Carmen Gattás
- Izabel Leão
- Maria da Graça
- Salete
Serviço Social do Comércio – SESCSP
Canal Futura
- Carolina Misorelli
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
- Carlos – Comitê Gestor da Lei Educom
- Josete Zimmer – EMEF Teofólio B. Ottoni
Revista Viração
- Rassani Costa
Aprendiz
- Gisele
16/10/2008
Por Aprendaki
São José dos Campos - SP - Brasil
Postado por Carmen Gattás
9 de outubro de 2008
André Trigueiro - Globo News
23 cidades e 3 estados brasileiros já aprovaram leis que tornam obrigatória a instalação de coletores solares para certos tipos de edificação. 1,5% dos lares no Brasil já susbtituiram o chuveiro elétrico por coletores. No Cidades e Soluções, você vai ver como esse equipamento vem mudando para melhor a vida em países como Brasil, Alemanha e China.
Globo News
Domingo, 12/10
às 21:30h
Horários alternativos:
Seg 03:05, 08:30, 15:30
Qua 05:05, 17:30
Sab 05:30
Postado por Carmen Gattás
8 de outubro de 2008
A Educomunicação junto ao Instituto Supereco - http://blog.supereco.org.br

A equipe de educomunicadores do Instituto Supereco, trabalhando a temática socioambiental com a comunidade de Caraguatatuba, no entorno do rio Juqueriquerê, começa a colocar no ar, diariamente, seus programas de rádio produzidos por estudantes e moradores do município.
Estes programas são o resultado das oficinas e encontros semanais de Educomunicação do projeto Água de Beber, de Comer, de Usar e Conservar... Ciclos Contínuos, promovidos pelo Instituto Supereco, com o patrocínio da Petrobrás, por meio do Programa Petrobrás Ambiental. 
Os temas debatidos, pelos participantes deste projeto, têm movimentado a cidade de Caraguatatuba. E através de ações investigativas, pesquisas e entrevistas cedidas pelos moradores mais antigos e por autoridades da cidade, estão conseguindo fazer um levantamento histórico desta região.
Neste movimento colaborativo, onde todos têm a chance de participar, descobrem-se como sujeitos e, num processo dialético, expõem suas idéias, buscando chegar a soluções possíveis para os problemas do rio e da cidade.
Algumas ações têm crescido com este projeto, como podemos destacar:
• O recolhimento do óleo de cozinha usado, para a produção de sabão (eles recolhem o óleo, dando em troca o sabão produzido);
• A discussão em torno da separação do lixo e a busca de alternativas para a realização da reciclagem;
• A investigação sobre a rede de esgoto da cidade;
• A pesquisa sobre a história da cidade;
• A constante observação da relação entre problemas ambientais e as doenças na região.
Escutem os programas “Na Rede do Juqueriquerê” de segunda a sexta – 9h55 às 10h e aos
sábados – 11h45/12h, transmitido pela Rádio Oceânica AM, em Caraguatatuba (670 khz no dial ou na rádio virtual ao vivo – www.radiooceanicaam.com.br).
Enviem idéias e participem da avaliação destes programas escrevendo para:
rededojuqueriquere@supereco.org.br
Aguardamos por sua participação!
Carmen Gattás
5 de outubro de 2008
Marcelo Leite - Lançamento: Ciência – Use com cuidado
26 de setembro de 2008
Ismar explica o que é educomunicação, em entrevista para a Rádio Nacional
PARA OUVIR O AUDIO, CLIQUE PELA MÃOZINHA ABAIXO:
Postado por Carmen Gattás
Há muito em jogo

Saber mais implica tomar maior consciência de quanto ignoramos. É o paradoxo que acompanha o intelecto humano. Quanto tem aumentado nosso conhecimento da realidade que nos rodeia. Sabemos que somos parte indissolúvel do ambiente, e também que sua estrutura e funcionamento seguem determinadas leis e regras.
A deterioração da diversidade biológica e a extinção de espécies deixaram de ser conseqüências aceitáveis do aumento da população humana e o desenvolvimento, para transformarem-se em uma preocupação real vinculada estreitamente à sobrevivência da humanidade. Mas, como todo processo que se dá com certo gradualismo, tende a anestesiar nossa consciência e a limitar nossa capacidade de reação.
Uma pergunta que surge uma e outra vez, é porque é importante evitar o desaparecimento de espécies. De fato, é um fenômenos que tem ocorrido sempre... e o mundo tem continuado e continua.
Em primeiro lugar, é preciso dizer que as ações humanas têm acelerado de maneira alarmante o processo de extinção, fundamentalmente pela alteração dos ecossistemas através da aplicação de tecnologias de alto impacto ecológico (urbanização, desmatamento, drenagem de banhados, sobreexploração de recursos da fauna), e de processos altamente contaminantes.
Em segundo lugar, o empobrecimento da diversidade biológica implica problemas práticos, éticos e até estéticos. Quando provocamos a diminuição de populações silvestres de animais e plantas, ou a extinção de espécies, estamos deteriorando o ecossistema. Um sistema do qual dependemos de maneira direta ou indireta. Em outras palavras, é como se tirássemos algumas peças de um automóvel. Sem elas, talvez siga funcionando, mas é evidente que já não cumprirá todas as funções que tinha quando foi fabricado. Continuando esse processo, chegará um momento em que deixará de funcionar.
Ao mesmo tempo estamos perdendo informação. O que isso significa? Significa que por insignificante ou desagradável que pareça uma espécie, é possível que contenha em seus gens, em seus componentes, informação muito valiosa.
Cada espécie constitui uma reserva genética única e irrepetível. Pode conter a informação necessária para solucionar um problema importante, como por exemplo ter um princípio ativo que cure uma enfermidade. Abundam os exemplos em farmacologia, ainda que saibamos que recém descobrimos uma ínfima parte de todo o tesouro que esconde a natureza.
Do ponto de vista ético, é evidente que como seres vivos valorizamos a vida como um bem em si mesmo. Portanto, a conservação das espécies é um princípio ético importante a respeitar.
Quanto à estética, a sensibilidade humana admira, desfruta e necessita da beleza da natureza para alcançar significativos níveis de prazer e paz espiritual. Não é um tema menor a discussão sobre conservação, pois sua presença sem dúvida complementa o desenvolvimento e a estabilidade do indivíduo.
A conclusão é inquietante. Se são tantos os valores em jogo, o saldo final da conduta atual dos seres humanos, em matéria de extinção e degradação ambiental, marcará quais são nossas próprias possibilidades de sobrevivência.
* Por Hernán Sorhuet Gelós* O autor é jornalista no Uruguai, onde escreve sobre meio ambiente para o El País, de Montevidéo. Tradução de Ulisses A. Nenê.
(Envolverde/Ecoagência)
Postado por Carmen Gattás
19 de setembro de 2008
A CARTA DA TERRA
A Carta da Terra : Valores e Princípios para um Futuro Sustentável
Postado por Carmen Gattás
Tratado de Educação Ambiental, Michèle Sato
"A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação e seu comprometimento com os interesses de todos os setores da sociedade". A recomendação é uma das ações do Tratado de Educação Ambiental Para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.
Isto lembrado, de uma forma poética (por Michele Sato), nos coloca diante dos grandes desafios da educomunicação. Pois, as práticas educomunicativas, resultado da inter-relação entre Comunicação e Educação (a educação usando as tecnologias da comunicação ou a comunicação produzindo para a educação), desenvolvem-se a partir da democratização da comunicação e a acessibilidade à informação. Portanto, a educação socioambiental, praticada pela educomunicação, visa desenvolver atividades comunicativas democráticas e participativas, garantindo a dialogicidade dos processo comunicativos.
O VI Simpósio de Educomunicação, abre a possibilidade de um amplo diálogo entre ambientalistas, educadores e produtores de informação, para o fortalecimento de ecossistemas comunicativos democráticos, abertos e participativos, voltados para uma intencionalidade educativa e para a implementação dos direitos humanos.
Carmen Gattás
Postado por Carmen Gattás
Entre os participantes do VI Simpósio temos André Trigueiro

André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro Mundo Sustentável - "Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação" (Editora Globo, 2005), Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", (Editora Sextante, 2003).
Desde 1996 vem atuando como repórter e apresentador do "Jornal das Dez" da Globo News, canal de TV a cabo onde também produziu, roteirizou e apresentou programas especiais ligados à temática socioambiental. Pela série "Água: o desafio do século 21" (2003), recebeu o Prêmio Imprensa Embratel de Televisão e o Prêmio Ethos - Responsabilidade Social, na categoria Televisão. Pela série "Kioto: O protocolo da Vida" (2005) recebeu o título de "Hours Concours" no Segundo Prêmio CEBDS de "Desenvolvimento Sustentável". Pela série "A nova energia do mundo" (2005) , recebeu o Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia 2005, oferecido pela Eletrobrás e pela Petrobras.
Pelo programa "Cidades e Soluções", recebeu o prêmio Ethos de Jornalismo na categoria mídia eletrônica - TV (2007) , o 3º Prêmio ABCR de Jornalismo, o Prêmio Especial do Júri - categoria Mídia (2007) na 3ª Edição do Prêmio CEBDS (2007), o Prêmio ABRELPE de Reportagem (2007) e o I Prêmio Microcamp de Jornalismo - categoria telejornalismo (2008). Foi agraciado com o Prêmio Comunique-se na categoria Jornalista de Sustentabilidade (2007).
Cobriu pela Globo News, as Olimpíadas de Sidney (2000), a as Copas do Mundo na Coréia do Sul e no Japão (2002) e na Alemanha (2006), e as eleições para a presidência dos Estados Unidos (2004). É Editor-chefe do programa semanal "Cidades e Soluções", exibido na Globo News desde outubro/2006. É comentarista da Rádio CBN (860 Kwz) onde apresenta aos sábados e domingos o quadro "Mundo Sustentável. Presidiu o Júri da VI e da VII Edições do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás.
Mais informações em:
http://www.mundosustentavel.com.br/andre.asp
Postado por Carmen Gattás
8 de setembro de 2008
O participante do VI Simpósio, Veet Vivarta, em entrevista à revista eletrônica RESPONSABILIDADESOCIAL.COM

Veet Vivarta, o diretor-editor da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), explica o trabalho que vem sendo desenvolvido por essa ONG, não apenas no Brasil, como também na América Latina. Vivarta também comenta sobre as principais estratégias para engajar a mídia brasileira na causa de uma vida melhor para crianças e adolescentes. Ele também chama atenção para a emergência que há em se fazer cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente em nosso país. Conheça, ainda, os maiores desafios da Andi e do Terceiro Setor na visão desse jornalista. Confira estas e outras questões na entrevista concedida a seguir:
1) Responsabilidade Social – Qual a missão da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI)?
Veet Vivarta – A ANDI é uma organização não-governamental, fundada por jornalistas em 1992, em Brasília. Nossa missão é contribuir para o aprimoramento da qualidade da informação pública em torno de temas considerados decisivos para a promoção e a defesa dos direitos da infância e da adolescência. Para isto, procuramos estimular um diálogo pró-ativo, profissional e ético entre os atores da sociedade civil organizada e a Mídia. A ANDI nasceu em um período extremamente importante, em que o Brasil começou a trabalhar pela implementação dos preceitos estabelecidos tanto pela Convenção Internacional dos Direitos da Infância quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. É nesses dois documentos que ainda hoje embasamos nossas posições e práticas. Nesse sentido, acreditamos ser fundamental a criação de uma cultura de co-responsabilidade pela qualidade da informação pública como condição estratégica para a inserção da criança e do adolescente como personagens prioritários na agenda nacional de desenvolvimento humano e social.
2) RS – Qual o objetivo da publicação anual da pesquisa “Infância na Mídia”?
VV – Durante o ano de 1996, por meio de parceria com o Instituto Ayrton Senna e com o apoio do Unicef, passamos a investigar a evolução do tratamento dado pelos meios de comunicação brasileiros às questões mais relevantes para a agenda dos direitos da infância e da adolescência. Para isso foi desenvolvida uma metodologia própria de classificação, utilizando um conjunto de indicadores, que é então aplicada a cada uma das reportagens cotidianamente selecionadas nos principais jornais e revistas do País. É a partir da base de dados alimentada por este processo de classificação que anualmente é elaborado o relatório analítico Infância na Mídia. A publicação apresenta grande variedade de números e análises qualitativas, identificando virtudes e limitações da mídia brasileira. A metodologia de avaliação permite radiografar diferentes indicadores, como o número de matérias sobre infância e adolescência publicadas por cada veículo, os assuntos mais abordados e as fontes de informação mais ouvidas pelos jornalistas. Ao distribuir de forma ampla o relatório analítico, a ANDI busca oferecer à sociedade um retrato detalhado das contribuições que a mídia brasileira vem dando à causa da infância e adolescência. Ao mesmo tempo, acreditamos que os profissionais de comunicação necessitam de um balizamento tecnicamente consistente sobre a forma como vem desenvolvendo a cobertura de temáticas tão cruciais. É nesse sentido, por sinal, que em sua edição de março 2003 o relatório destacou um novo tipo de ranking, capaz de avaliar de forma aprofundada o compromisso dos jornais com os direitos da infância e da adolescência. São computados, entre outros elementos, o destaque dado à legislação e as políticas públicas, o tratamento dispensado à cobertura de temas estratégicos (como educação, saúde e violência) e o investimento na criação e manutenção de suplementos especializados para os públicos infantil e juvenil.
3) RS – Qual a sua avaliação a respeito do envolvimento e engajamento da mídia brasileira no objetivo final de proteger crianças e adolescentes?
VV – Dados das pesquisas regularmente realizadas pela ANDI e seus parceiros demonstram que os temas relativos à infância e adolescência entraram, definitivamente, para a agenda pública nacional. Um bom exemplo está no fato do volume de reportagens sobre estes assuntos nos principais 50 jornais do País ter crescido mais de 800% entre 1996 e 2002. Ou seja, esta pauta está integrada ao cotidiano das redações, nas mais diversas regiões do País. Fala-se muito mais sobre os problemas que atingem as crianças e as soluções implementadas – um cenário certamente muito mais positivo que aquele da primeira metade do anos 90. Mas há também dificuldades, relativas à complexidade e às especificidades das diferentes questões relacionadas à infância. Áreas como desenvolvimento infantil, violência sexual, adolescentes em conflito com a lei, inclusão escolar de crianças com deficiências, discriminação racial na sala de aula, política de drogas – só para citar algumas –, precisam necessariamente de um olhar mais aprofundado. Não é possível seguir apenas trabalhando os dados mais gerais, sem discutir de forma detalhada as estratégias para seu enfrentamento. Por outro lado, nem sempre as fontes de informação estão preparadas para apoiar a imprensa da maneira que seria desejável; isso também compromete a qualidade da notícia. Outro grande desafio que se coloca para a imprensa brasileira diante da pauta da infância e da adolescência, talvez o principal deles, está em responder à agenda do atual Governo Federal, que contempla a questão social com mais ênfase do que os anteriores. É preciso entender que os jornalistas só conseguirão contribuir para o estabelecimento de um debate público mais consistente em relação a essa agenda caso busquem meios de se capacitar para isso. De outra forma, ficaremos limitados a matérias pontuais, que não investigam a lógica que move as políticas para essa área nem avançam rumo a um monitoramento de resultados. Para isso, um dos primeiros passos é ampliar o foco de abordagem, de maneira a torná-lo mais transversal, explorando a interface das questões sociais em geral – e as da infância e adolescência em particular – com aspectos relacionado à política e à economia.
4) RS – Quais são os principais projetos desenvolvidos pela Andi?
VV – Ao longo destes 11 anos de atividades, três eixos estratégicos – Mobilização, Análise e Qualificação – orientam as diversas iniciativas da ANDI. Além disso, temos investido em projetos de replicação das metodologias que foram desenvolvidas nesse período. Estarei destacando algumas das ações a seguir, mas uma visão bastante detalhada de todas elas estão disponíveis por meio do link http://www.andi.org.br/_pdfs/ANDI_no_presente.pdf. Dentre as estratégias de mobilização, é possível citar aquela responsável pela interação diária com as redações de todo o País, por meio seja do envio de sugestões de pauta, seja do atendimento às demandas dos jornalistas, que nos contactam em busca de fontes de informação ou de dados sobre determinados temas. É nesse contexto também que surge, em 1997, o projeto Jornalista Amigo da Criança, que reconhece profissionais de imprensa que ao longo de suas carreiras têm priorizado os temas da infância e da adolescência. Em relação às ações de análise de mídia, realizamos diariamente a leitura das edições de 58 jornais de todas as regiões do País, além de monitorar dez revistas de circulação nacional. Inicialmente, por meio de processos de clipagem eletrônico e manual, são identificadas as reportagens que abordam todo e qualquer aspecto relacionado à infância e adolescência. É a partir delas que são elaborados os clippings da ANDI, como o Infância na Mídia Hoje (diário, eletrônico) e a Análise do Clipping (semanal, impresso). Na mesma vertente, se encontra o relatório anual Infância na Mídia, desenvolvido em parceria com o Instituto Ayrton Senna. Já no que diz respeito à qualificação, é importante citar a realização regular, desde 1999, de Grupos de Análise de Mídia em que se reúnem especialistas e jornalistas convidados, além de profissionais da própria ANDI e das instituições parceiras, para a produção de um documento contendo avaliações sobre a qualidade da cobertura que a imprensa vem oferecendo a um determinado assunto de interesse para a área da infância e da adolescência. Geralmente são analisadas em torno de 1 mil reportagens em cada um destes grupos, por meio de uma metodologia quanti-qualitativa. Os documentos resultantes destas análises têm sido veiculados na série Mídia e Mobilização Social, parceria com o Unicef e a Cortez Editora. Além disso, vale destacar a realização de Seminários e Oficinas de Mídia, que congregam jornalistas e especialistas para debater as conclusões dos Grupos de Análise de Mídia e gerar recomendações e sugestões para uma cobertura mais substanciada das temáticas em foco. Um outro projeto que consideramos especialmente importante e que, de certa forma, trabalha simultaneamente esses três eixos de ação, é o da Editoria de Mídia Infanto-Juvenil. Tanto as publicações dirigidas especificamente ao público adolescente e jovem quanto aquelas focadas nas crianças são monitoradas e avaliadas regularmente pela ANDI, que busca ainda apoiar os profissionais desses veículos no desenvolvimento de suas pautas. Desde 1997, quando o projeto foi inaugurado, uma série de pesquisas sobre este segmento da mídia brasileira também tem sido construída pela editoria. Finalmente, há a linha estratégica de replicação. Em março de 2000, foi criada a Rede ANDI de Comunicadores pelos Direitos da Infância – Brasil, formada por organizações de comunicação de diversas regiões, que atuam na defesa e promoção dos direitos da criança e do adolescente com o objetivo de consolidar uma cultura de comunicação, nas empresas jornalísticas e entre as fontes de informação, que priorize as pautas relevantes para a promoção e defesa dos direitos da infância e adolescência. Em 2003, em moldes similares, nasce a Rede ANDI América Latina, que já reúne oito organizações, além da própria ANDI.
5) RS – Existe alguma idéia futura a ser implementada em breve? Se houver, pode comentá-la?
VV – A ANDI procura permanentemente trabalhar no aprimoramento e reavaliação de suas ações. Nesse momento, acreditamos ser fundamental priorizar, em nossa agenda, o desenvolvimento de iniciativas que ampliem o relacionamento com o mundo acadêmico. Acreditamos que as questões estratégicas da agenda da infância e adolescência possam marcar maior presença nos programas de ensino, pesquisa e extensão das universidades – com destaque para os cursos de Comunicação Social. Estamos avaliando diversas possibilidades nesse sentido, entre elas a viabilidade de estruturar uma Cátedra de Jornalismo pelos Direitos da Infância e da Adolescência. Um dos passos na direção de contribuir com o ensino de jornalismo foi o lançamento, em maio de 2003, da série de livros Mídia e Mobilização Social. Além de uma leitura crítica da cobertura dada a um determinado assunto, cada livro traz recomendações para um aprimoramento do trabalho dos meios de comunicação, artigos de especialistas, entrevistas com repórteres e editores, sugestões de pauta, glossário e diretório guia de fontes (que relaciona as principais organizações e especialistas naquele determinado tema focal). Até o final de 2003, seis volumes haviam sido lançados, tendo como foco o trabalho da imprensa brasileira diante de temáticas da relevância de educação para a primeira infância; pobreza, desigualdade e desenvolvimento humano e social; consumo de tabaco e álcool por adolescentes; abuso e exploração sexual; saúde infantil e trabalho infantil doméstico. Outro projeto extremamente importante, também para ser implementado ao longo dos próximos anos, é a Rede ANDI América Latina. A Rede têm como objetivo central apoiar em outros países a multiplicação de ações de comunicação comprometidas com os direitos da infância e da adolescência, sempre a partir da ótica do desenvolvimento humano e social. Essa é uma ação muito desafiadora, porque significa trabalhar a transferência de metodologias e estratégias desenvolvidas no Brasil para outras realidades. Além da língua, são muito diversos os contextos sociais, culturais, econômicos e a própria situação dos meios de comunicação, no que diz respeito a seu grau de maturidade diante de uma prática de responsabilidade social. A Rede ANDI América Latina foi estabelecida em 30 de setembro de 2003, em Brasília, por organizações não governamentais de oito países, além do Brasil: Argentina, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Costa Rica, Nicarágua e Guatemala. Em janeiro de 2004 inicia o processo de treinamento das equipes e, em março, as atividades em cada país.
6) RS – Qual o retorno que a ANDI tem obtido com a instituição do projeto Jornalista Amigo da Criança?
VV – O projeto nasceu da idéia de reconhecer publicamente aqueles profissionais que demonstravam comprometimento com uma prática jornalística alinhada com os direitos da infância e da adolescência, contribuindo assim para a construção de novos valores na sociedade. Fundação Abrinq e o Unicef participaram do processo de implementação do projeto, que hoje é patrocinado pela Petrobrás. Atualmente, 285 profissionais que trabalham em jornais, revistas, rádios e televisões das diversas regiões do País possuem o título de Jornalista Amigo da Criança. Após esses anos de projeto, é possível constatar que esses comunicadores se consolidaram como referência dentro e fora de suas redações, quando as questões relacionadas à infância e à adolescência estão no centro da pauta. Vários deles têm se destacado também seja como finalistas, seja como vencedores de prêmios importantes na área de mídia e infância, como o Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo e os Prêmios Ibero-americanos de Comunicação pelos Direitos da Infância e da Adolescência. Além disso, acho interessante destacar que a repercussão da iniciativa já ultrapassa o universo das redações. A ANDI recebe anualmente centenas de e-mails de estudantes universitários, de entidades que desenvolvem trabalhos com crianças e adolescentes e de profissionais de diversas áreas, todos buscando informações sobre o projeto, seja em relação aos critérios de participação, seja na intenção de divulgar informações relevantes junto à rede.
7) RS – Na sua opinião, qual a principal ameaça que existe hoje no Brasil contra o bem-estar da infância?
VV – Não dá para definir apenas uma grande ameaça aos direitos de nossos meninos e meninas. Um dos grandes problemas é que, na verdade, ainda não está implementado na sociedade, nos governos e nas empresas aquilo que estabelece o artigo 227 da Constituição Federal: a criança é prioridade absoluta das políticas e dos investimentos. Se a lei fosse respeitada, talvez muita coisa estivesse diferente. Outra ameaça é a não existência dos Conselhos Tutelares em muitos municípios e o mau funcionamento deles em diversas outras cidades. É importante lembrar que o Estatuto da Criança e do Adolescente determina a presença desses órgãos, encarregados de zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e dos adolescentes, em todos os municípios brasileiros e que os recursos necessários ao seu funcionamento deverão constar na Lei Orçamentária Municipal. Além disso, há ainda a visão de que a redução da maioridade penal, levando adolescentes de 16 anos ou menos para as prisões que abrigam adultos, seria uma das soluções para os altos índices de criminalidade do País, um reflexo da visão punitiva e repressiva que ainda impera sobre a infância e a adolescência.
8) RS – Como o senhor define o conceito de Responsabilidade Social?
VV – Na ANDI utilizamos como norteador o conceito definido pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, segundo o qual “Responsabilidade Social é uma forma de conduzir os negócios da empresa de tal maneira que a torna parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social. A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente) e conseguir incorporá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários”.
9) RS – Na sua opinião, o que pode ser feito para otimizar a atuação do Terceiro Setor no Brasil?
VV – É preciso que as organizações não-governamentais, institutos, fundações e todas entidades que compõem esse setor dispensem maior atenção ao planejamento de suas ações, à avaliação de resultados e à medição de impactos. Essas informações são fundamentais para facilitar o diálogo do Terceiro Setor com os demais setores da sociedade e também para garantir maior visibilidade aos resultados gerados a partir da ação desenvolvida. Também é importante que as organizações do Terceiro Setor reconheçam a importância e priorizem a elaboração de planos de comunicação, importantes aliados na divulgação destes impactos e resultados.
Do Site: www.andi.org.br
Postado por Carmen Gattás
7 de setembro de 2008
O Coordenador Geral do VI Simpósio, Ismar de Oliveira Soares, na TV Brasil

O programa “Salto para o Futuro” da TV Brasil, exibido no dia 2 de setembro, contou com a presença do professor Ismar de Oliveira Soares, chefe do CCA e coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da USP. O tema em debate foi Conhecimento, entre a falta e o excesso de informações. A iniciativa, implementada pela Secretaria de Educação da Distância do MEC, prolonga-se até o dia 6 de setembro, numa série de cinco programas, e tem a consultoria do professor Edmir Perrotti, do Departamento de Biblioteconomia e Documentação (CBD) e coordenador geral do COLABORI - Colaboratório de Infoeducação da ECA/USP.
Publicação semanal Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
Ano 1 – n. 4 – 7 a 13 de setembro de 2008
Postado por Carmen Gattás
O que é Blog!
http://www.youtube.com:80/watch?v=zMAT0oeOOaY
Postado por Carmen Gattás
5 de setembro de 2008
Hot Pinguins - Quero que vá tudo...(De Roberto Car...
http://charges.uol.com.br/2007/08/28/hot-pinguins-quero-que-va-tudo/
Postado por Carmen Gattás
30 de agosto de 2008
Noruega faz primeiro aporte e diz que doará US$ 1 bilhão ao Fundo Amazônia
O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, formalizou nesta terça-feira (16), em solenidade no Palácio do Planalto, a primeira doação para o Fundo de Preservação e Conservação da Amazônia, criado para captar recursos nos mercados interno e internacional e aplicá-los em programas de desenvolvimento sustentável, em pesquisa e inovação tecnológica e na conservação da biodiversidade da Região. O governo norueguês anunciou que suas doações devem totalizar US$ 1 bilhão até 2015, condicionadas à manutenção dos esforços brasileiros para conter o desmatamento. O primeiro aporte foi de US$ 20 milhões e ao longo dos próximos doze meses está garantido o depósito de mais US$ 120 milhões, somando US$ 140 milhões no primeiro ano do Fundo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu os noruegueses em nome do povo brasileiro e elogiou a iniciativa do país nórdico:
"O dia em que cada país desenvolvido tiver a mesma atitude que teve a Noruega teremos a certeza de que o aquecimento global vai diminuir", afirmou Lula, referindo-se ao formato do Fundo, que não reserva assento aos doadores e que será gerido exclusivamente por brasileiros, de forma autônoma e soberana.
Jens Stoltenberg elogiou os esforços do governo brasileiro em conter o desmatamento e reconheceu a relevância desta luta na batalha contra o aquecimento global.
"As medidas de combate ao desmatamento podem nos trazer as maiores, mais rápidas e mais baratas reduções na emissão de gases de efeito estufa. A Noruega apóia o governo brasileiro e seus esforços para preservar a Amazônia. Estamos muito felizes de sermos parceiros do Brasil no cenário mundial", afirmou o primeiro-ministro.
A idéia do Fundo foi lançada pelo Ministério do Meio Ambiente brasileiro há um ano, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Bali. Ele foi apresentado como alternativa para conservação da cobertura florestal remanescente em todo o mundo. O Brasil decidiu se antecipar a um acordo multilateral e instituir o Fundo para a Amazônia sem qualquer ingerência dos doadores ou de representantes da comunidade internacional. O Fundo é privado e seus recursos estão isentos de impostos.
"Fomos nós que criamos as regras, que vamos administrar os recursos e definir onde eles serão aplicados. As doações podem ser feitas livremente, mas nós só poderemos aplicar o equivalente a US$ 5 por cada tonelada de carbono que deixou de ser emitida porque a floresta ficou em pé. Esse cálculo será feito anualmente. Como em 2006 nós evitamos, com a queda do desmatamento, a emissão de 200 milhões de toneladas, poderemos usar, no primeiro ano, US$ 1 milhão de dólares do Fundo", explicou o ministro Carlos Minc.
As diretrizes e prioridades pela aplicação dos recursos do Fundo serão definidas em outubro pelo Comitê Orientador, que será composto por nove representantes do governo federal, um representante de cada um dos estados da Amazônia Legal que possuam Plano Estadual de Prevenção e Combate ao Desmatamento Ilegal e seis representantes da sociedade civil. Responsável pela gestão do Fundo, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, explica que a idéia é apoiar atividades alternativas que sustentem as populações na região com renda satisfatória, para que elas sejam deslocadas das atividades de desmatamento para práticas produtivas sustentáveis. Também está previsto investir no desenvolvimento tecnológico em ajuda aos estados da Região para monitorar e aperfeiçoar mecanismos de controle ambiental.
"O nosso horizonte é a possibilidade de desenvolver, de garantir vida digna para 15 milhões de pessoas que moram na Amazônia sem destruir o ecossistema e o bioma. Sem recursos importantes, manejo e desenvolvimento sustentável, a guerra contra o desmatamento não prosperará", definiu Carlos Minc.
Depois da solenidade no Palácio do Planalto e do almoço em homenagem oferecido pelo governo brasileiro no Palácio do Itamaraty, Jens Stoltenberg e a comitiva norueguesa seguiram para Santarém onde, ciceroneados pelo ministro Carlos Minc, visitarão a Floresta Nacional do Tapajós e alguns projetos de conservação e de desenvolvimento sustentável com potencial de receber recursos do Fundo.
17/09/2008 - Por Lucia Leão, do MMA
Postado por Carmen Gattás
29 de agosto de 2008
Um drama que vem embalado - Washington Novaes

A campanha eleitoral na TV e no rádio mostra, principalmente nos grandes centros urbanos, uma temática semelhante, que quase se resume às questões dos transportes, da violência, da educação e da saúde. Quase não está presente nas propostas e discussões a questão dos resíduos, do lixo. E, no entanto, é das mais graves que enfrentam as cidades, das mais populosas às menores. Convém relembrar que já em 2002 eram coletadas 230 mil toneladas diárias só de lixo domiciliar e comercial no País (1,3 quilo por pessoa/dia), sem falar em resíduos de construções (mais que o domiciliar e comercial), lixo industrial, de estabelecimentos de saúde, lixo tecnológico e - ausência absoluta - lixo rural produzido principalmente pelos excrementos de mais de 200 milhões de cabeças de gado bovino, dezenas de milhões de suínos, bilhões de aves. Pouco se sabe também de quanto lixo urbano não é coletado. Fala-se em mais de 10 mil toneladas/dia. E em mais de metade dos municípios todos os resíduos vão para lixões a céu aberto.
Para demonstrar a gravidade da situação basta relembrar que a cidade de São Paulo está com seus aterros esgotados e terá de definir, em curtíssimo prazo, onde depositará as pelo menos 14 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que gera. Curitiba também esgotou seu aterro. Belo Horizonte tem de mandar seu lixo para dezenas de quilômetros de distância. O Rio de Janeiro, que não tem área no município para colocar suas 9 mil toneladas diárias de resíduos e esgotou o Aterro de Gramacho - onde já há trincas perigosas e expulsão do lodo da base (era um manguezal) por causa do excesso de peso acumulado -, tenta licenciar outro aterro em Paciência. Convém lembrar ao eleitorado de todas essas cidades o que aconteceu em Nova York (EUA), que deixou esgotar seu aterro e tem de mandar 12 mil toneladas diárias para mais de 500 quilômetros de distância, em caminhões. Ou em Toronto (Canadá), que também manda 3 mil toneladas diárias para mais de 800 quilômetros de distância, em trem diário especial. A custos astronômicos.
Não bastasse o volume do lixo, é preciso acrescentar que a reutilização e reciclagem de materiais no País é muito insuficiente. As estatísticas dizem que só se reciclam em empresas 45,5% (2,8 milhões de toneladas/ano) do papel e papelão descartados, 45% do vidro, 24,2% das embalagens longa-vida (9,2 bilhões), 1 milhão de toneladas de plásticos e 95% das latas de alumínio. As usinas públicas de reciclagem paulistanas operam com menos de 1% do lixo total. E a esse panorama assustador veio, há poucas semanas, agregar-se mais uma preocupação: a liberação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do uso de embalagens de PET para acondicionar alimentos e bebidas. Hoje, quase 50% do PET usado no País já não é reciclado. E se toda a produção de cervejas no País (9 bilhões de litros/ano) passar a ser envasada em PET, serão descartados entre 14 bilhões e 18 bilhões anuais de garrafas - agravando o problema dos aterros e das embalagens não recolhidas, já que não há retorno e reutilização. Não se sabe ainda como se resolverá juridicamente a questão de haver sido concedida pela Justiça Federal, em Marília (SP), medida que exige aprovação, pelo Ibama, de estudo de impacto ambiental para essa utilização do PET em cervejas.
Também no âmbito do projeto de Política Nacional de Resíduos Sólidos enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional não se vê otimismo. Isso ficou patente em recente seminário promovido no Rio de Janeiro pelo Movimento PET Consciente. O relator da matéria, deputado Arnaldo Jardim, mostrou ali que se prevê uma "logística reversa" a ser implantada nas cadeias produtivas para dar destinação a embalagens; mas isso só será decidido, na prática, numa regulamentação posterior ao projeto. E a experiência mostra, em projetos anteriores, que esse caminho tem sido barrado no Legislativo pela força dos lobbies dos setores interessados. Segundo o deputado, a responsabilidade do gerador de resíduos em geral "cessa com a disponibilização adequada dos resíduos sólidos para a coleta". Será lamentável se for esse o rumo decidido. Porque não haverá solução para o problema se todo gerador de resíduos (industrial, comercial, domiciliar, rural, tecnológico e qualquer outro) não arcar com o custo da coleta e destinação - como a experiência em muitos países tem demonstrado (e é lamentável que a reduzida discussão sobre esse tema na capital paulista se resuma à afirmação da ex-prefeita de que se arrepende de haver criado a "taxa do lixo", abolida pela administração posterior - a criação é que era correta e imprescindível).
No mesmo seminário, o professor Gil Anderi, da Universidade de São Paulo, sugeriu que se crie uma taxa por produto descartado "proporcional ao impacto ambiental". E este deveria ser avaliado por uma "análise do ciclo de vida" do produto: no caso do PET, o impacto desde a extração do petróleo, a refinação, a produção da resina, sua transformação em embalagem e até o impacto na reciclagem (energia, água, transporte, etc.). Para isso seria preciso implantar um banco de dados regional por produto, que no caso do PET levasse em conta 13 possíveis utilizações e cinco opções diferentes de garrafas.
Seja como for, não será possível avançar - como assinalou no seminário o jornalista André Trigueiro - "sem que se explicitem os conflitos". Eles precisam ser discutidos. Talvez um caminho seja o proposto pelo Movimento PET Consciente: moratória em novas utilizações do PET, até que se alcance o índice mínimo de 80% na reciclagem; e a indústria de bebidas ter obrigatoriamente pelo menos 50% de sua produção envasada em embalagens retornáveis - sejam elas de vidro, PET, alumínio ou outras.
Washington Novaes, jornalista, é supervisor geral do Repórter Eco. Foi consultor do primeiro relatório nacional sobre biodiversidade. Participou das discussões para a Agenda 21 brasileira. Dirigiu vários documentários, entre eles a série famosa "Xingu" e, mais recentemente, "Primeiro Mundo é Aqui", que destaca a importância dos corredores ecológicos no Brasil.
E-mail: wlrnovaes@uol.com.br
O Estado de São Paulo - Sexta-Feira, 29 de Agosto de 2008
Postado por Carmen Gattás
25 de agosto de 2008
EDUCOMUNICAÇÃO E A CARTA DA TERRA - PROJETO EDUCOM.GERAÇÃO CIDADÃ

Este projeto chamado EDUCOM.GERAÇÃO CIDADÃ envolveu portadores de necessidades especiais (neste caso, comunicavam-se pela língua dos sinais - Libras). Ao lerem a Carta da Terra, produziram um teatro que foi fotografado e traduzido (com a ajuda de uma interprete de Libras), gerando esta fotonovela abaixo. Clique nas imagens para ampliá-las.

Produção:Carmen Gattás e Ruy Jobim Neto
23 de agosto de 2008
O petróleo e o tempo

Estaremos ricos, com a descoberta dos imensos campos de petróleo do "pré-sal"? Ficarão para trás os problemas da falta de recursos financeiros? Tudo dependerá de decisões políticas que serão tomadas nos próximos meses. Questão crucial: que ritmo de exploração atende aos interesses da sociedade?
A sociedade brasileira apenas começa a despertar para um novo e imenso desafio que surgiu há poucos meses. Em novembro de 2007 a Petrobras anunciou a descoberta de novas jazidas de petróleo na costa do Brasil. Isto em si não seria incomum já que, nos últimos anos, anúncios desse tipo têm sido rotineiros. São muitas as descobertas ao largo da costa brasileira desde 2003, seja na já tradicional área da Bacia de Campos, ou em áreas menos conhecidas do grande público como o Parque das Baleias na costa do Espírito Santo. Mas o anúncio feito em 8 de novembro de 2007 nada teve de rotineiro. A notícia não foi transmitida na forma habitual para esse tipo de comunicação, mas sim em cerimônia conduzida pelos ministros da Casa Civil e Minas e Energia, acompanhados do presidente da Petrobras e toda a diretoria da companhia. Naquela quinta-feira de novembro, anunciou-se que um antigo sonho do Brasil se havia materializado na vida real: a Petrobras tinha descoberto, na ainda pouco explorada Bacia de Santos, acumulações tais
como sonhadas por Monteiro Lobato, setenta anos atrás, pela abundância e boa qualidade do petróleo encontrado.
O volume contido num único campo, o de Tupi, corresponde a cerca da metade de toda a reserva brasileira até então conhecida. E há indícios fortes de que esse grande campo seja apenas parte de uma imensa acumulação, comprimida sob uma placa de sal formada há milhões de anos, e que se estende pelo litoral brasileiro desde Santa Catarina até o Espírito Santo. Durante as décadas de 1950 e 1960 o Brasil lutou para encontrar petróleo em seu território. Acabou por encontrar no mar, a partir da década de 1970, quantidades cada vez maiores, embora o país seguisse muito dependente do petróleo importado. A partir de 2006, as reservas desenvolvidas passaram a produzir volume suficiente para garantir todo o suprimento doméstico. E desde 8 novembro de 2007, de forma surpreendente, o Brasil se depara com a possibilidade concreta de se transformar num dos grandes produtores mundiais de petróleo, do mesmo porte que os tradicionais países exportadores do Oriente Médio. Apenas começamos a despertar para esse imenso desafio. Ainda sem conhecer exatamente a extensão desse potencial gigantesco, começamos a ponderar sobre a melhor forma de agir diante dessa nova realidade.
Estaríamos então ricos? Ficarão para trás os problemas de falta de recursos financeiros? Talvez sim, talvez não. As grandes descobertas do pré-sal podem ser benéficas para o Brasil, e esperamos que assim seja. Uma imensa reserva de petróleo pode ser a fonte de recursos que dê vida aos investimentos estruturantes de que o país necessita. Mas é preciso cuidado porque, gerida de maneira equivocada, essa mesma reserva pode trazer mais problemas do que soluções. Grandes receitas geradas por exportação de recursos naturais podem causar a retração de outros setores da indústria manufatureira. É muito lembrado o caso da “doença” que teria contribuído para a retração de certos setores industriais na Holanda em conseqüência das grandes receitas geradas nas décadas de 1960 e 1970 com exportação de gás natural.
Mas existem também casos de sucesso na gestão de grandes jazidas petroleiras. O mais citado é o da Noruega, que criou um fundo para aplicar os recursos da participação governamental nas receitas da indústria de petróleo. Com esse fundo o governo da Noruega destina recursos para investimentos, conforme uma política industrial que beneficia alguns setores selecionados. Com isso, evitaram-se alguns dos possíveis efeitos negativos que poderiam ser causados pelo crescimento acelerado do valor das exportações de petróleo.
O que essas experiências mostram é que o petróleo sob a terra é apenas riqueza potencial. O desafio diante do Brasil é transformá-lo em riqueza real. Para isso muitas decisões terão que ser tomadas, seja sobre modelo de gestão, ou financiamento, e até sobre a repartição dos resultados, tanto entre empresas e Estado, quanto entre as unidades da Federação. Mas todas essas considerações, todas elas, estarão subordinadas a uma decisão estratégica inicial: o tempo de exploração do pré-sal; o ritmo no qual a sociedade brasileira pretende transformar em dinheiro suas recém-descobertas reservas de petróleo.
Estão em clara disputa os dois campos em que se divide o negócio petroleiro. Cada um propõe que o outro explore primeiro suas reservas — e se alternam num bilionário jogo de empurra, respaldados por argumentos técnicos e políticos
Longe de ser trivial, o problema do tempo de exploração das reservas minerais é muito debatido na literatura especializada. A referência clássica foi publicada em 1931, ainda na infância da indústria do petróleo. É o trabalho de Hotelling, que usa um instrumental analítico sofisticado, para demonstrar uma conclusão bastante previsível: a velocidade ideal de exploração das reservas depende do valor que a sociedade atribui ao futuro. Se o futuro for considerado valioso, o ritmo de exploração deverá ser mais lento. Se o futuro tiver relativamente pouco valor, a exploração deverá ser mais rápida. Embora clara, a resposta de Hotelling é enigmática, porque deixa outras perguntas, ainda mais difíceis, por responder. Qual valor, e de qual sociedade? As sociedades detentoras das reservas? As sociedades produtoras de combustível? Os maiores consumidores?
O problema do ritmo de extração de reservas vai muito além da literatura técnica especializada. Ele é essencialmente político, porque trata de interesses coletivos conflitantes. Não há segredo nisso: esse conflito foi explicitado em vários dos recentes pronunciamentos durante o mais conceituado evento internacional da indústria do petróleo, o World Petroleum Congress, realizado em Madrid há apenas algumas semanas. Diante da crescente escassez de petróleo no mundo, e em meio a discussões sobre se atingimos ou não o ápice da produção possível de petróleo, viu-se claramente caracterizada naquele congresso a disputa entre os dois campos em que se divide hoje o negócio petroleiro, com a OCDE e as empresas internacionais de um lado, e do outro a OPEP com as empresas estatais.
Cada grupo propõe que o outro desenvolva primeiro suas reservas, e se alternam num bilionário jogo de empurra, respaldados por argumentos técnicos e políticos. Os liderados pela OCDE têm reservas declinantes, e propõem que o grupo da OPEP seja o primeiro a aumentar de imediato sua produção e satisfazer à demanda irrefreável, enquanto se constroem novas instalações para explorar petróleo que tem cada vez menos qualidade, e é encontrado em lugares cada vez menos acessíveis. Em contrapartida, os liderados pela OPEP têm ampliado seu controle sobre as reservas conhecidas, já majoritariamente em mãos das empresas estatais. Para eles, a demanda mundial está atendida, e não há motivo para acelerar a produção. Pela voz da OPEP, esse grupo denuncia uma evidente incoerência da outra parte, ao lembrar que se encontram ociosas, sob intervenção militar da OCDE, as ricas jazidas terrestres iraquianas, e que os EUA mantêm fechadas à exploração as províncias petrolíferas marítimas da Flórida e do Alasca. Com isso os países árabes defendem e recomendam aos recém-chegados sua atitude tradicionalmente prudente, de poupar parte das reservas de petróleo para que forneçam riqueza e bem-estar também às gerações futuras. E no Brasil, o que faremos? Qual seria o ritmo de exploração do pré-sal que melhor atende a sociedade brasileira? Sobre isso ainda temos muito que refletir. Porém, a julgar pela postura zelosa dos principais agentes da indústria com relação a suas próprias reservas, duas coisas são certas: haverá pressão, mas não há pressa.
Ao ponderarmos nossa ação futura, o passado pode ser traiçoeiro, porque nos formamos sob outra realidade. A norma que o Brasil tem hoje para a indústria do petróleo pressupõe uma condição que já não existe. O país sempre foi importador de grande parte do petróleo necessário para abastecer o mercado doméstico. Na década de 1980 foi esse o calcanhar de Aquiles de nossa balança comercial, pois só as compras de petróleo representavam 40% do total de nossas importações. Os aumentos do preço do petróleo impunham sacrifício imediato no saldo da conta corrente brasileira. A norma existente é fruto dessa época em que era preciso encontrar reservas o quanto antes e, uma vez encontradas, desenvolvê-las rapidamente.
Aos poucos evoluímos para uma situação que hoje é radicalmente distinta: já produzimos volume bastante para abastecer o mercado brasileiro. A perspectiva é que, apenas com as descobertas confirmadas em Tupi, passemos a ter grandes excedentes exportáveis. Com o que mais vier do pré-sal, podemos acelerar ainda mais a geração de receitas com exportações de petróleo e derivados, ou moderar a produção, pensando no futuro abastecimento do Brasil. Temos os recursos, e temos o dever de planejar seu uso da forma que assegure bem-estar para o maior número de brasileiros. Ainda que seja impossível atingir a perfeição, nesse caso, a pressa é decididamente inimiga. Enquanto ponderamos sobre como proceder, vale lembrar o milenar conselho de Sófocles: “destaca-se a prudência sobremodo como primeira condição para a felicidade”.
22/08/2008 - 01h08
O petróleo e o tempo
Por André Ghirardi, do Le Monde Diplomatique Brasil
Crédito de imagem: Salvador Dali - A persistência da memória - 1931
(Envolverde/Le Monde Diplomatique Brasil)
Postado por Carmen Gattás
Algodão transgênico coloca "agrobiodiversidade" em risco, diz Greenpeace

Más notícias para a biodiversidade brasileira. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quinta-feira (21), em Brasília, mais uma variedade transgênica de algodão no Brasil. Depois de liberar em 2005 o algodão Bt da Monsanto, agora a Comissão deu a permissão para o plantio e comercialização do algodão Liberty Link, da Bayer CropScience. Trata-se de uma variedade que é resistente ao glufosinato, herbicida que tem um histórico polêmico de contaminação do solo e com potenciais riscos à saúde humana.
A aprovação do algodão transgênico da Bayer contou com 18 votos de integrantes da CTNBio - três votaram contra e houve duas abstenções.
Ao explicar seu voto contrário à liberação, Paulo Kageyama, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba (SP) e representante do Ministério do Meio Ambiente na CTNBio, afirmou que o algodão transgênico da Bayer é uma grande ameaça a espécies e variedades silvestres em todos os seis biomas brasileiros.
"Ou seja, estamos colocando em risco toda a agrobiodiversidade do país, especialmente no semi-árido, área rica em variedades silvestres de algodão", afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace Brasil.
Paulo Barroso, especialista do Embrapa na área vegetal e representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, votou a favor do algodão transgênico alegando ter levado em conta "estudos independentes além dos apresentados pela empresa". Curiosamente, ignorou em sua pesquisa um dos mais significativos, o da European Food Safety Authority (EFSA), que aponta inúmeras evidências científicas dos riscos à saúde humana e ao meio ambiente relacionados ao uso de herbicidas à base de glufosinato - leia em http://www.greenpeace.org/brasil/documentos/transgenicos/relat-rio-cient-fico-da-efsa o relatório da EFSA.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão ligado ao Ministério da Saúde, já alertou para os riscos do glufosinato para a saúde humana quando a CTNBio aprovou o milho transgênico da Bayer (maio de 2007) que usa o mesmo princípio ativo do algodão agora liberado. Segundo a Agência, o herbicida não é seguro para gestantes, lactantes e bebês recém-nascidos. Como tanto o milho como o algodão da Bayer são resistentes ao glufosinato, há o risco de grande aumento no uso desse herbicida e, com isso, aparecimento de erva daninhas resistentes, além do aumento de resíduo do veneno na comida - o óleo de algodão é usado em diversos produtos industrializados.
Confira em http://www.greenpeace.org/brasil/documentos/transgenicos/greenpeacebr_061130_transgenicos_relatorio_ciencia_ruim_port_v1 as muitas evidências científicas que apontam os riscos da tecnologia usada no milho transgênico da Bayer - que valem também para o algodão da empresa agora liberado pela CTNBio.
Crédito da imagem:Greenpeace / Christoph Engel
Por Redação do Greenpeace (22/08/2008 - 01h08)
(Envolverde/Greenpeace)
Postado por Carmen Gattás

